Andressa Danielle dos Santos Belchior Lauria, de 32 anos, viu na segunda gravidez a chance de auxiliar no tratamento da diabetes (tipo 1) da primeira filha, Nicole Belchior Lauria, de 9 anos. Ela e o marido, Carlos Eduardo Lauria Júnior, 34 anos, decidiram colher células-tronco do sangue do cordão umbilical do caçula, que nasceu em 17 de janeiro, no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, e armazenar o material para utilizá-lo, caso a primogênita necessite de um transplante de medula óssea.

“Não estava combinado de termos outra criança. A nossa filha já vinha pedindo um irmãozinho e decidimos fazer a coleta de última hora” – revelou o pai, ansioso enquanto aguardava o parto do pequeno Anthony no Himaba. Carlos Eduardo explicou que foi alertado pela endocrinologista pediátrica sobre a possibilidade de coletar o material que pode curar a Nicole. “Não tínhamos a informação e ela nos ajudou bastante apresentando as possibilidades, inclusive é importante também para o futuro, podemos ajudar a nossa família em alguma eventualidade”.


O novo membro da família, Anthony Belchior Lauria, nasceu em Vila Velha, às 11h01 da manhã, de parto cesariana, pesando 3.670 kg e medindo 50,5 cm. A coleta de célula-tronco foi realizada logo após o parto pela enfermeira do Himaba Elzimar Magnago De Nadai, que detalha como foi o procedimento: “No primeiro minuto após o nascimento é feita a punção do cordão umbilical, coleta intraútero, até o final do fluxo sanguíneo. Somente depois é coletado o sangue hexaútero via placenta”.
A medida é preventiva, já que o casal não sabe se a filha vai precisar do transplante. A empresa contratada pelos pais, para os testes do material genético e congelamento, vai avaliar a probabilidade de compatibilidade. O sangue colhido do cordão umbilical será encaminhado para a sede da empresa no Rio de Janeiro.