A cidade de Vitória no Espírito Santo foi escolhida para sediar nesta quarta-feira (29), o primeiro encontro IGH e Business Club Healthcare, com o tema; ”Geração de Valor Compartilhado e Sustentável através da Educação e Treinamento”. Estiveram presentes no evento lideranças de Saúde, Hospitais Públicos, Privados e Filantrópicos além de representantes da Saúde Municipal e Estadual.

 

O tema central foi à importância e o papel principal da OS na saúde pública, quem abriu o evento foi Paulo Bittencourt Superintendente do Instituto de Gestão de Humanização – IGH, o tema debatido foi a eficiência das OSS em Inovação e Gestão na Saúde.

Paulo Bittencourt fez um panorama no cenário brasileiro de como os hospitais públicos estão e como se tornam após uma gestão de OS feita com transparência e seriedade, ele apresentou números de resultados que fazem um comparativo importante.

“A OS no meu caso o IGH, tem como meta priorizar o atendimento ao usuário do SUS, e para que isso aconteça trabalhamos com metas a serem cumpridas mensalmente, nós estamos gerindo algo que não é nosso é do povo, e entregar o melhor para o usuário com total qualidade é o objetivo”, destacou.

Para Bittencourt o Brasil esá começando a entender o trabalho e a importância das OSS.. “Estamos vivendo um novo momento na saúde pública, o Brasil está começando a entender que uma Organização Social pode entregar a totalidade dos serviços de saúde gastando apenas o necessário, tendo total controle e fiscalização para que o trabalho aconteça como um todo”.

Palestrou também Wladimir Taborda que é Diretor da W/ Taborda Consultoria em Saúde, Dr. Flavio Kataoka – Diretor Geral da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM), e Dr. Érico Cabral – Promotor de Justiça da Saúde e Cidadania no Ministério Público de Goiás.

Dr. Wladimir Taborda debateu a importância das OSS e destacou também como as entidades sem fins econômicos podem colaborar com a saúde pública. “Os muitos anos de trabalho em parcerias público-privadas me levam a concluir que para colher bons resultados é importante estabelecer uma relação de transparência e de confiança entre o governo e os parceiros privados, escolher entidades idôneas, com experiência gerencial e espírito público, buscar integração permanente com o SUS, por meio de acompanhamento e controle social, além de aprimorar a avaliação e controle técnico de resultados gerenciais, em processo de aperfeiçoamento contínuo”, destacou.

Ao final do evento Dr. Érico Promotor de Justiça da Saúde e Cidadania no Ministério Público de Goiás, mostrou durante sua fala os vários interesses envolvidos nas ações de judicialização (pacientes, cidadãos, juízes, gestores da Saúde, empresas e consumidores), sob a ótica das pirâmides do Direito e das evidências científicas.

Ele também abordou temas como o panorama atual desta conjuntura, as consequências judiciais na saúde pública, os princípios de alocação de recursos.
“Falar do SUS, da judicialização e do enfrentamento deste ponto é um tema complexo. O intuito é contextualizar a sociedade como um todo neste problema, pois ele é plural, e não somente do gestor”, afirmou.

Ao final os participantes puderam participar de um debate onde os palestrantes responderam várias perguntas baseadas nos temas trabalhados.