A unidade de urgência de Salvador compõe o quadro seleto de três UPA’s que possuem o selo no Brasil

A Unidade de Pronto Atendimento – UPA Pirajá/ Santo Inácio, posto de urgência administrado pelo IGH em Salvador, segue como o único posto de urgência e emergência na Bahia com o Certificado de Acreditação. A renovação do selo internacional foi outorgada esta semana pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade destaca-se por oferecer técnicas modernas e fluxo resolutos que atestam a alta qualidade de assistência dos serviços prestados desde a entrada até a alta do paciente.

“Passar pelo processo de certificação e manutenção da atividade é de extrema importância, pois a cada auditoria aprendemos mais. A atual gestão deflagrou uma verdadeira revolução na Saúde soteropolitana. Não se trata apenas da construção de postos, nosso compromisso é que de fato os equipamentos funcionem de maneira resoluta e qualificada em âmbito público com credenciais de qualificação hospitalar reconhecidas mundialmente”, celebrou Leo Prates, secretário municipal da Saúde.

Para receber a certificação, o equipamento passou rigorosa auditoria, levando em consideração pontos como estrutura física, quadro funcional, práticas de segurança, capacidade de controle (informações passadas para os pacientes e acompanhantes) e qualidade no atendimento. O certificado, reconhecido em todo país, é chancelado pela Sociedade Internacional para Qualidade na Saúde (ISQua) e confirma o grau de excelência da série de itens avaliados na unidade.

Funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, a UPA atende urgências e emergências de média a alta complexidade, sendo um meio termo entre centro de saúde e hospitais, com mais recursos do que um posto. Até 95% dos casos são solucionados na própria Unidade de Pronto Atendimento, o que contribui para a diminuição da fila na Central Estadual de Regulação.

O Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) realizou entre os dias 25 e 27 de novembro, a 6ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da unidade, com o objetivo de conscientizar os colaboradores a assuntos ligados à segurança, saúde no trabalho e qualidade de vida. Com palestras no auditório e corredor do centro cirúrgico do Huapa, a semana abrangeu os turnos vespertino e noturno de trabalho. A Sipat foi organizada pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Huapa, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico Por Imagem (Fidi).

A advogada Érika Belém abriu a programação falando sobre assédio moral no ambiente de trabalho, detalhando seus tipos mais comuns, consequências e como levar casos como esse perante a justiça. A advogada também respondeu algumas dúvidas dos participantes sobre o assunto. Em seguida, um grupo de colaboradoras do Huapa encenou um teatro sobre a saúde mental dos trabalhadores, com situações rotineiras que podem afetá-la. 

À noite, a especialista em Psicopatologia, Vanessa Favoretto, palestrou sobre o suicídio. O mesmo tema abriu o segundo dia (26) de atividades da Sipat, exposto pela psicóloga Michelly Marthinely. Ambas mostraram como reconhecer os sinais, fatores de risco, como prevenir que uma pessoa cometa o ato e quando buscar uma ajuda profissional. O médico do trabalho da unidade, Alex Sandro Bemfica Neves, ministrou aos participantes do turno noturno palestra sobre doenças osteomusculares – caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que podem atingir os trabalhadores de várias categorias profissionais -, geralmente relacionadas ao trabalho e ainda deu dicas de como prevení-las. 

Fechando a semana, no dia 27, o nutricionista Fabrício da Costa, falou sobre alimentação saudável. Enquanto a palestra acontecia, os participantes puderam medir a glicemia e o índice de massa corporal, além de passar por uma avaliação de peso. Já a noite, o técnico em Radiologia, Chade Maranhão, falou sobre Radioproteção e Diagnóstico Clínico. A semana foi encerrada com sorteio de brindes.

Profissionais da saúde e estudantes da área da saúde de Contagem participaram nesta sexta-feira (29/11) do I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do município. Com o tema “Lesão por Pressão, conhecer para prevenir” o evento teve como objetivo ampliar o conhecimento e fortalecer as boas práticas no assunto.

As lesões por pressão conhecidas popularmente por escaras e também chamadas por muitos profissionais de saúde por úlcera de pressão, são lesões que podem surgir na pele do paciente restrito ao leito. Segundo a Anvisa, este mal é o terceiro evento adverso mais notificado no Brasil, trata-se de um problema de saúde pública, gerando impactos negativos para o paciente, família e instituições de saúde.

Na abertura do encontro realizado na Nova Faculdade, no bairro Cidade Industrial, estiveram compondo a mesa de autoridades: a diretora regional IGH, Ana Kecia Xavier, o diretor da nova faculdade Pablo Bittencourt, o assessor da Superintendência de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Vinícius Oliveira Pimenta, o vereador Bruno Barreiro e a enfermeira do Serviço de Cuidados com a Pele e presidente da comissão organizadora do Simpósio, Sheila Oliveira Dias Brandão.

Lesões por pressões

O evento contou com palestras de profissionais especialistas na assistência relacionada às lesões por pressão. A primeira a falar foi a enfermeira dermatológica e especialista em urgência e emergência e Saúde Coletiva, mestranda e membro do grupo de coloproctologia e distúrbios de defecação da UFMG, Marcela Monteiro Pinheiro.  

Ela abriu a exposição abordando as principais mudanças nos conceitos ocorridas em 2016 no âmbito mundial e apresentou a classificação das principais lesões por pressão. “Atualmente o termo a ser usado é lesão ao invés de úlcera que foi utilizado até recentemente,” destacou Marcela Pinheiro.

Outro palestrante convidado foi Carlos Tonázio. Ele é estomoterapeuta e mestre em Bioengenharia pela UFMG, capitão enfermeiro coordenador do serviço especializado em feridas do Hospital da Polícia Militar e criador do canal do Youtube: Bate-papo com o estomaterapeuta que possui mais de 380 mil visualizações. 

O especialista abordou sobre as principais evidências científicas para a prevenção e tratamento das lesões por pressão. “Médicos e enfermeiros tem que estarem antenados no que diz respeito das boas praticas e métodos comprovados por pesquisas para atuarem de assistência de forma precisa,” ressaltou Carlos Tonázio.

Fizeram parte da programação do Simpósio ainda, as aulas sobre Lesão de kennedy: os limites do tratamento intervencionista, apresentada pela cirurgiã plástica do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Ellen Santos; “DAI x lesão por pressão diagnóstico diferencial e manejo da DAI”, com o enfermeiro especialista em urgência e emergência e membro do serviço de integridade cutânea da FHSFA, Tiago Lander Da Silva; “Terapia por pressão negativa (TPN) em feridas de alta complexidade” com o enfermeiro referência da linha cirúrgica nas especialidades cirurgia geral, cirurgia plástica e neurocirurgia, Wagner Oséas Corrêa; e “Lesão por pressão: a importância da intervenção nutricional” com a mestre em ciências aplicadas à saúde do adulto pela UFMG e especialista em nutrição parenteral e enteral pela Braspen / SBNPE, Jeniffer Danielle Machado Dutra.

Além da apresentação dos palestrantes, os participantes puderam conferir o Workshop Inovações na Cicatrização realizado pelos alunos do 5° período de Enfermagem da disciplina Lesão Cutânea da Nova Faculdade, coordenado pela professora Láyza Machado Braga.

Para a coordenadora de Enfermagem da Clínica Médica e Cirurgia do HMC, Claretice Souza, o Simpósio foi ótimo, pois as lesões por pressões é uma realidade da rotina assistencial uma vez que muitos pacientes passam por internações. “Foi muito interessante as palestras, tivemos contato com muito conhecimento e a possibilidade de atualizarmos nesta temática,” disse.

Pré-evento

Nos dias que antecederam o Simpósio, 27 e 28 de novembro, os colaboradores do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) passaram por uma vivência sobre o tema no auditório da unidade. A equipe do Serviço de Cuidados com a Pele e representantes de insumos para o tratamento de lesões montaram mesas expositoras visando ampliar o conhecimento e esclarecer dúvidas sobre o assunto.

Quem vê Igor Júnior de Souza, de 40 anos, nos dias de hoje, se surpreende com sua imagem ao lembrar de como ele chegou há um mês atrás na Unidade de Pronto Atendimento (UPA JK). Ele foi socorrido no estabelecimento após fraturar braço e dedo, ocasionada por violência relacionada ao uso de drogas, encontrava-se sujo devido aos dias vividos na rua, magro, agitado e com a saúde debilitada.

Na segunda-feira (26), com 13kg a mais, barba feita e um sorriso no rosto ele retornou ao local para visitar os amigos que fez e a equipe que lhe deu apoio durante sua permanência na unidade. “Foi muito bom o que encontrei aqui, me senti importante, cuidado, as pessoas me trataram bem, o que não ocorria há muito tempo,” contou Igor Júnior.

Ele contou que sua rotina era passar pela avaliação médica, fazer as medicações necessárias e fazer as refeições que era a ‘melhor parte do dia’. “Eu vivi uns dias de muita inquietação, fome e sono, acho que era devido a abstinência. Nas horas de espera, queria ajudar e conversar com as pessoas e todos foram muito receptivos, senti calor humano das enfermeiras, médicos, copeiras, porteiros e demais colaboradores” completou.

“Este carinho e atenção me tocaram profundamente, foi o que fez eu recuperasse minha autoestima e começar a planejar uma nova vida, buscar um emprego e construir uma família, e bem longe das drogas,” destacou Igor. 

“Apesar de parecer tímido, Igor é muito comunicativo e inteligente”, descreve a gerente da unidade Olívia Bonfim. Para ela, a equipe fez o seu trabalho de assistência à saúde, tratou o que era necessário e de alguma forma foi a companhia certa para ele naquele momento. “Com 10 anos de experiência neste serviço, vivemos muitas histórias, boas e ruins. Acredito que a partir do momento que confiamos nele, ele resgatou o que tinha de bom em si para mudar a sua história,” comentou a gerente.

Quem compartilhou um pouco dos dias do ex-paciente no local foi a nutricionista Marriethe de Oliveira Carneiro que confirmou como ele gostava destes horários. “Todo dia sempre era um pedido a mais na hora das refeições, ora um pão a mais, ora uma marmita extra. A refeição também faz parte do acolhimento e no caso dele foi bem importante. Em retribuição ele sempre foi educado e gentil, se prontificando em ajudar as copeiras e demais pessoas” explicou a nutricionista.

Confiança e dignidade

Igor contou que durante os dias que passou na UPA JK duas situações mexeram muito com ele. Primeiro, a visita da sua mãe que mesmo morando juntos, há dois anos não se falavam, pois ela não aceitava como ele levava a sua vida e ele ficava alguns períodos sem passar por lá. “Não sei como eles conseguiram o contato da minha mãe, entrei no local como indigente e, mesmo chateada comigo ela foi me ver e visitar sempre que possível. Hoje estamos bem,” disse Igor que mora no bairro Parque Recreio. A equipe do Serviço Social da UPA que localizou a mãe. 

Outra situação foi um desentendimento entre ele e outro paciente que estava na unidade. Ele pensou que seria expulso do local, mas por ser honesto sobre o episódio acabou tendo outro desfecho para a história. “Foi muito bom saber que as pessoas ainda confiam em mim apesar do meu histórico, isso nos motiva a sermos melhores”.   

Atualmente, Igor faz acompanhamento médico pós-cirúrgico e do gesso no braço. Ele aproveita as consultas para visitar a unidade, rever os colaboradores do local, conversar e deixar mensagem para as pessoas que agora o considera como amigos. Ele espera por uma oportunidade de trabalho, já que está desempregado, para retomar com uma vida mais digna e saudável.

A Maternidade José Maria de Magalhães Neto, referência neonatal na Bahia, ampliou o número de leitos para bebês prematuros. Agora, a unidade estará equipada com 30 leitos com esse perfil. A inauguração contou com a presença da subsecretária de Saúde do Estado, Thereza Paim, e o superintendente do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), Paulo Bittencourt.

“São mais seis leitos agora concretizados e essa iniciativa chega bem no mês da prematuridade. Esses 30 leitos vão fazer bastante diferença, trazendo impacto positivo na sobrevida desses prematuros. São bebês que nascem antes das 37 semanas mas estamos priorizando os bebês até 1,3 quilos. A gente agradece a parceria do IGH que tem feito a diferença na gestão da maternidade”, destacou.

Para Paulo Bittencourt, a gestão do IGH trouxe ainda mais eficiência e humanização à unidade que possui cerca de 250 leitos. “Essa já era uma unidade de referência para população de todo o Estado e conseguimos melhorar ainda mais a assistência com a implantação da nossa cultura organizacional baseada na resolutividade e humanização no atendimento. Com a implantação desses novos leitos, a gente reforça a importância desse equipamento para população”, comemorou.

No próximo dia 17 de novembro, acontece a 1ª Corrida e Caminhada do Coração e 3ª PanKids, que terão a renda das inscrições destinada ao Centro de Reabilitação de Fissuras Lábio Palatinas (Cerfis) do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI).

A ação é da Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), Ice & Sports e Sociedade Brasileira de Cardiologia – Goiás, em comemoração ao Dia Mundial do Coração (celebrado em 29 de setembro). Com percurso de 5 km e 10 km, com caminhada de 5 km, as inscrições serão encerradas dois dias antes do evento. Para se inscrever e obter mais informações sobre o evento, basta acessar o site www.ativo.com

Ao fazer a inscrição, cada pessoa estará contribuindo com uma causa maior, que é ajudar as pessoas que dependem do atendimento e procedimentos do Cerfis. “A renda que será doada ao HMI ajudará na compra e reparos de equipamentos, bem como na melhoria da estrutura física do Centro de Reabilitação, melhorando o atendimento e tratamento  dos nossos pacientes”, afirma a diretora técnica do hospital, Sara Gardênia.

A dona de casa Natiele de Paula Martins e o auxiliar de expedição Marcelo dos Santos, pais do paciente Marcelo Martins, de nove anos, ficaram felizes em saber que o Centro de Reabilitação contará com esse apoio. “Sou muito grata a toda equipe do Cerfis! Aqui parece coração de mãe, com o acolhimento que recebemos”, destacou.

Natiele ficou sabendo que seu filho tinha fissura do lábio e palato, quando ele nasceu. Porém no próprio hospital, o médico que fez o parto já orientou que os pais procurassem o Cerfis. “A recepção que tivemos foi maravilhosa. Recebemos apoio psicológico e orientações”, revelou.

O garotinho passou por duas cirurgias. A primeira, quando tinha oito meses e a segunda com um ano e sete meses. Hoje, o sinal é quase imperceptível. “Ficou muito bom”, falou o pai. Agora, o pequeno Marcelo, tem acompanhamento todo mês pelos profissionais do Centro.

História do Cerfis – Desde 1990, o HMI conta com o trabalho de uma equipe multidisciplinar que atua na reabilitação de pacientes que nascem com a fenda palatina (chamada popularmente de lábio leporino).

Com um trabalho totalmente gratuito, o Cerfis tem por objetivo acolher, cadastrar, tratar e reabilitar os portadores de Fissuras de Lábio e ou Palato. Seu compromisso é devolver a saúde, a autoestima e o sorriso aos pacientes.

Mais de 6 mil pacientes estão cadastrados atualmente no Cerfis. Segundo a coordenadora do setor, a ortodontista Flávia Aline Jesuíno, são realizados cerca de 500 atendimentos e realizadas em torno de 20 cirurgias plásticas ao mês.

Além de Goiânia e de cidades do interior do estado, o centro atende pacientes vindos do Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Pará, Acre, Bahia e Minas Gerais. O trabalho é realizado em diversas etapas que envolvem cirurgias plásticas reparadoras, cirurgias odontológicas e acompanhamento odontológico, fonoaudiológico e psicológico específicos e a longo prazo, ou seja, o acompanhamento ao paciente vai desde o início, ainda bebê,  até a fase adulta.

Em decorrência de alguns episódios de pedras serem arremessadas para dentro do pátio da UPA, conversamos com a direção da unidade, que nos autorizou a fazer uma visitação e breve palestra de conscientização dos riscos de ser atingido por uma pedra acidentalmente. Levamos essa pauta à Escola Municipal de Ensino Fundamental Dolaimes Stédile Angeli de Caxias do Sul/RS, e em conversa com os responsáveis pensamos em uma breve conversa com os alunos para expor essa situação e solicitar a colaboração e adesão deles ao cuidado de não jogar pedras no pátio da UPA e comunicar a um professor responsável, caso veja alguém jogando. Jomar Machado – Técnico em Segurança do Trabalho e Laise Furtado – Assistente de Comunicação, com o apoio dos responsáveis pela escola Melissa vice-diretora, Magda vice-diretora, Lorisane coordenadora e auxiliar de disciplina e Ricardo auxiliar de disciplina passaram de sala em sala conversando com os alunos e solicitando a colaboração dos mesmos.
A proposta de conscientização dos alunos foi bem aceita pelo corpo docente que acrescentaram na conversa, diálogos sobre os riscos e danos que são causados por atitudes impensadas como esta. Os alunos também foram participativos e compreenderam a gravidade da situação.

O dia 29 de outubro, Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral), é uma data para alertar a população sobre os riscos desta emergência médica.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o AVC é segunda causa de morte no mundo e a principal causa de incapacidade no adulto. A cada quatro pessoas, uma pode ter a doença por vários fatores, como hipertensão, sedentarismo, colesterol elevado, obesidade, diabetes, tabagismo entre outros.

O Hospital Municipal de Contagem (HMC) Contagem José Lucas Filho atende uma média mensal de 40 pacientes diagnosticados com acidente vascular cerebral, sendo que apenas dois chegam a tempo para receberem o diagnóstico e iniciarem o procedimento trombólise para reverter o coágulo nos casos de AVC isquêmico.

O Acidente Vascular Cerebral isquêmico é a obstrução de uma artéria responsável por levar o sangue a uma região do cérebro e representa 85% dos casos de AVC no mundo. Sem nutrientes e oxigênio, parte do cérebro pode morrer.

De acordo com o neurologista Dr. Octávio Marques Pontes Neto, que é o coordenador Nacional de Pesquisa em AVC e chefe do Serviço de Neurologia e Emergências Neurológicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, o tratamento trombolítico vinculado a agilidade da identificação do AVC isquêmico e o início da intervenção assistencial são métodos altamente eficientes na atualidade.

AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.

Aprenda a identificar os sintomas

Qualquer pessoa pode auxiliar na identificação dos primeiros sinais do AVC segundo a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV). Para auxiliar nisso, ela sugere relacionar alguns sintomas às letras iniciais da palavra SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), assistência essencial para os primeiros atendimentos em casos de urgências médicas. Veja a seguir:

Sorria – peça para a pessoa dar um sorriso, a boca torta pode ser um indicativo do AVC;

Abrace – veja se a pessoa consegue levantar os dois braços, a perda da força em um dos braços é mais um sinal característico do AVC;

Música – faça com que a pessoa repita uma frase como uma música. A dificuldade na fala é outro sintoma.

Urgente – identificou algum dos sintomas ligue para o SAMU 192.

Buscando fortalecer uma prática simples mais importante para o controle de infecções hospitalares – a lavagem das mãos, o Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho realizou nos dias 28 e 29 de outubro o Dia D – todos contra a infecção. Na data, a unidade recebeu um importante aliado para a ação: o Robô Humanoide Ozires. 

Trata-se de um androide desenvolvido por meio de um projeto de pesquisa de alunos de uma faculdade mineira que vem sendo usado estrategicamente para a conscientização de boas práticas na saúde.

Durante a visita, Ozires interagiu com as pessoas, dançou tango e hip hop, tocou músicas como a Marcha Imperial (tema da série Star Wars) e fez projeções de vídeos com o objetivo de incentivar a adesão dos trabalhadores de saúde à correta lavagem das mãos. 

O robô percorreu os corredores da unidade acompanhado da diretora regional do IGH, Eliana Ferreira e da enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HMC, Simone Tolentino. Também estava presente o professor de bioinformática e pesquisador Bráulio Couto, um dos orientadores do projeto de pesquisa que deu origem ao Ozires e demais colaboradores do HMC.

Além de profissionais de saúde, Ozires sensibilizou pacientes e acompanhantes. Alguns sorriram, outros se encantaram. Houve quem ficasse desconfiado, mas todos se surpreenderam com a inusitada visita. Muitos aproveitaram para fazer vídeos e tirar fotos. 

“O DIA D foi uma ação conjunta da assistência com o objetivo de ressaltar a importância da higienização das mãos no ambiente hospitalar que também faz parte das metas da Segurança do Paciente e aumentar a adesão a esta prática a todo o momento, tanto pelos profissionais, como pelos pacientes e acompanhantes,” explicou Simone Tolentino.

Cartilhas informativas e adesivos foram distribuídos aos participantes. Nos CTIs foi realizado um “campeonato de lavagem de mãos” por plantão. Os profissionais foram observados durante as atividades de rotina e, ao longo do dia, verificado a quantidade de lavagens de mãos realizadas. “Este é um setor muito importante para o controle de infecções e suas transmissões, uma vez que encaminha os pacientes, muitas vezes com o quadro clínico delicado, para as demais clínicas do Hospital,” comentou a coordenadora do CTI, Priscila Fazzio.

O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) – Organização Social gestora do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL) e do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Dr. Cairo Louzada (Huapa) – realiza inscrições para processo seletivo entre os dias 25 a 29 de outubro, para contratação celetista e formação de cadastro de reserva.

O processo pretende preencher 59 vagas entre as três unidades, sendo 9 efetivas e 50 para cadastro reserva. O edital está disponível no site do instituto (www.igh.org.br), na aba “Transparência”, “Editais”, seguido de “Goiás”. A carga horária das vagas é de 44h semanais, e os salários entre R$ 1.136,87 e R$ 1.570,05. 

Os cargos disponíveis são para Auxiliar e Oficial de Manutenção. A inscrição é gratuita e os interessados deverão realizar sua inscrição pelo site www.igh.org.br, clicando no ícone “Banco de Talentos”, localizado no canto superior direito da tela do computador. Outras informações poderão ser obtidas nos telefones (62) 3956.3972 ou 9 8226.0023.