Nutricionista do HMI dá dicas para evitar que a flexibilidade vire bagunça na alimentação da criançada

As férias escolares são um período de quebra da rotina da criançada. Os horários ficam mais flexíveis e a agenda dos pequenos fica cheia de atividades repletas de diversão, com viagens e passeios. Com isso, a alimentação também pode sofrer alterações. As crianças podem consumir mais guloseimas, fast-foods e produtos industrializados que contém alto teor de sódio, açúcar e gordura. Além de maior possibilidade de indigestão, mal-estar e problemas intestinais, as crianças podem desenvolver reações alérgicas a esses produtos. Portanto, é importante que os pais redobrem a atenção para manter bons hábitos alimentares, com um cardápio que seja capaz de repor as energias gastas nas brincadeiras.

De acordo com a nutricionista do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Fernanda Cabral, que atende a clínica de pediatria e a UTI Neonatal da unidade, é importante que os pais ou o acompanhante responsável ofereçam frutas e verduras, desde o momento em que a criança está no período da introdução alimentar. “A alimentação precisa ser variada desde cedo, sem excesso de temperos e alimentos industrializados em geral como biscoitos recheados e salgadinhos prontos. Para estimular a criança a comer, é sempre bom oferecer os alimentos de diversas formas com preparações diferentes”, orienta.

No verão, a nutricionista aconselha que a alimentação das crianças tenha alimentos mais frescos. “Os pais podem fazer picolés caseiros de frutas e sucos naturais, evitando assim aqueles sucos industrializados de caixinha ou em pó, evitar também o excesso de açúcar. Como opção de lanche, os pais podem oferecer salada de frutas e sanduíches naturais”. Nesta época do ano, também crescem os casos de gripes, resfriados e doenças respiratórias. Em relação à imunidade, a nutricionista explica que esses alimentos saudáveis fazem com que a criança reforce naturalmente seu sistema imunológico. 

Alergias alimentares – Conforme informações da ONG norte-americana Food Allergy Research & Education, a cada três minutos, uma pessoa no mundo vai parar na emergência de um hospital devido a uma crise alérgica. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) informa que a alergia alimentar causa nas pessoas reações adversas a um determinado alimento, envolvendo um mecanismo imunológico com apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrointestinal e respiratório. As reações podem ser leves, como simples coceira nos lábios, até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A nutricionista Fernanda Cabral instrui que se a criança apresentar uma reação diferente ao alimento, como vômitos, diarreias ou febre, é importante que os pais a levem ao pediatra para que o profissional avalie e encaminhe a criança ao especialista. “A partir do diagnóstico do especialista, o nutricionista pode sugerir uma dieta mais adequada”, finaliza.

Pediatra alerta para acidentes que podem acontecer dentro de casa

O período de férias chegou. Dias marcados pelo sol, calor intenso e muitas horas de brincadeiras com a criançada dentro de casa. Com isso, é preciso que nesse período os cuidados com as crianças seja redobrado para que os momentos de diversão não possibilitem acidentes.

Segundo a ONG Criança Segura, os acidentes são a principal causa de morte de garotas e garotos de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 3,6 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 111 mil são hospitalizadas devido a essas causas no país. Ainda de acordo com levantamento da ONG, os acidentes que mais causaram óbitos infantis em 2017, no que se refere ao âmbito das atividades das crianças em lazer são respectivamente, afogamento, sufocação, queimaduras e quedas.

A pediatra do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Stephânia Laudares, explica que o período dos meses de férias escolares – janeiro, julho e dezembro – é quando mais acontecem acidentes domésticos, devido à exposição prolongada aos riscos.

Conforme dados de 2018 do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) do HMI, as queixas campeãs em atendimento no pronto socorro da unidade em períodos de férias são tombos, quedas de bicicleta e ingestão de bolas de gude. Segundo Stephânia, acidentes automobilísticos com crianças fora do bebê conforto, queimadura, ingestão de substâncias abrasivas e medicamentos tóxicos também são muito comuns nesse período. “Como as crianças não estão frequentando um turno escolar, onde fazem muitas atividades e gastam energia, elas acabam ficando entediadas e vão procurar o que fazer. É nessa hora que encontram alguma situação irregular na própria casa, como móveis inadequados, produtos de limpeza ao alcance, materiais perfurantes e cortantes que não estão adequadamente guardados”, alerta a pediatra.

Cuidados – Stephânia orienta que os pais devem tomar cuidado com o ambiente em que as crianças estão. “É preciso estar atento e não deixar materiais cortantes e perfurantes ao alcance das crianças. Tomar cuidado também com tapetes, mesas e objetos de decoração que podem causar acidentes. É importante lembrar que nesse período as crianças não devem estar perto de água sem supervisão, como piscinas e baldes de limpeza cheios de água e até mesmo o banheiro pode ser causador de acidentes domésticos, portanto, é preciso atenção”, comenta.

Tecnologia – Outro ponto destacado pela pediatra que também deve ser motivo de atenção por parte dos pais ou responsáveis, é a exposição em excesso à tecnologia, assunto que tem preocupado os especialistas da área. A presença marcante desse tipo de entretenimento no mundo atual faz com que bebês e crianças usufruam cada vez mais cedo de smartphones e tablets. Mas, segundo a Academia Americana de Pediatria (APA), nesse período da vida, o cérebro está em pleno processo de desenvolvimento, o que requer outros tipos de contatos, com incentivos variados e ativos, que os eletrônicos não propiciam. Sendo assim, a academia orienta que as crianças de até 18 meses não sejam expostas à TV, ao computador, ao celular ou tablet. A recomendação dos 2 aos 5 anos de idade é de uso limitado a uma hora por dia, com a ressalva de programação de qualidade apropriada à idade, além de que as telas sejam evitadas depois das 18 horas. “O excesso de ‘tela’ pode levar ao vício, com sintomas de abstinência semelhantes ao vício químico”, afirma a pediatra.

No dia 09 de novembro, celebrou-se o dia do fonoaudiólogo. De acordo com a resolução do Conselho Federal de categoria, o fonoaudiólogo é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico, habilitação e reabilitação funcional da deglutição e gerenciamento dos distúrbios de deglutição.

No ano de 2019, foi possível aumentar a o número fonoaudiólogos na assistência do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) o que demonstra a importância deste profissional no ambiente hospitalar. Atualmente, a equipe multiprofissional conta com sete destes profissionais e três residentes na assistência para um atendimento de qualidade aos pacientes.

No Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho, a Fonoaudiologia atua na avaliação e reabilitação das funções da deglutição e fala dos adolescentes e adultos internados, com ampla participação nos casos clínicos graves e complexos, cada vez mais precocemente, visando melhores resultados funcionais para o paciente.

A assistência é prestada para os pacientes internados na Clínica Médica e Cirúrgica, Politraumatismo e CTI Adulto. A maior demanda é de pacientes que apresentam distúrbios da deglutição (disfagia) em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Traumatismo Cranioencefálico (TCE), Doenças Neurológicas, Respiratórias e Gastroesofágicas.

No Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, as fonoaudiólogas e residentes na disciplina que atuam no CTI Neonatal têm o papel de promover o desenvolvimento motor e oral dos prematuros garantido assim o sucesso da alimentação por via oral de maneira segura e eficaz. Tratando-se de recém-nascidos o objetivo principal é estimular o aleitamento materno e orientar gestantes e puérperas para esta atividade.

Há profissionais da área também que atendem os bebês e mães do Alojamento Conjunto e ambulatório realizando a Triagem Auditiva Neonatal (TAN). Popularmente conhecido como o teste da orelhinha, a TAN é um importante exame que deve ser feito, preferencialmente, nos primeiros 30 dias de vida do bebê, para a detecção de perda auditiva precoce.

Formada há 16 anos e trabalhando há quase oito anos no HMC, a fonoaudióloga, Carolina Galvão, relata que a escolha da profissão se deu pela vontade de ajudar o próximo e atuar na área da saúde. “Me sinto feliz por poder ajudar as pessoas e, principalmente, em sentir que o trabalho da fonoaudiologia faz diferença para os pacientes, pois reabilitamos e possibilitamos adaptações que permitem devolver aos pacientes, qualidade de vida com relação à alimentação e comunicação,” relatou Carolina Galvão.

Com a proximidade do Natal, as crianças internadas no Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir Nascimento (HMI), já estão vivenciando o clima de comemoração. Na sexta-feira, 13 de dezembro, os pequenos pacientes tiveram uma mudança em suas rotinas com momentos de descontração e alegria.

Integrantes do Projeto Cadu (dedicado a educação musical para crianças), proporcionaram muita diversão com apresentação de teatro com fantoches. A garotada pode assistir a contação de histórias com vários bonecos, que fizeram um  “Concurso musical”, interagindo com as crianças.

A paciente Sara Mel, de 6 anos, internada há uma semana na unidade, participou de uma das brincadeiras. “ Fiquei muito feliz de participar do teatro”, falou com entusiasmo. “Foi muito bom! Me distraí e nem vi o tempo passar”, pontuou Pedro Lucas, de 10 anos.

A musicista Marielle Mesquita, do Projeto Cadu, além de dar voz a maioria dos fantoches, tocou  e cantou para os pacientes. “ Fico muito feliz em participar de um projeto como este e poder levar alegria e carinho para as crianças através da musica”.

E a diversão continuou. Um grupo de amigos, com roupas de super-heróis e personagens infantis percorreu as enfermarias do hospital, distribuindo presentes, alegria, esperança e conforto aos enfermos. Homem-aranha, Super-homem, Mulher maravilha e as princesas Elza – do filme Frozen; Bela – da Bela e a Fera e Branca de Neve, personagens de filmes e livros infantis, levaram encantamento para as crianças e acompanhantes. Todos queriam tirar fotos com seus personagens favoritos.

A jornalista e atriz, Verissa Noleto – que se vestiu de Elza -, contou que a ideia de levar um pouco de alegria para as crianças internadas, surgiu após o nascimento de seu filho. “Quando meu filho nasceu, saudável, foi uma espécie de ̈chamado ̈ para realizar esse tipo de trabalho. Este é o segundo ano que participo dessa ação, e pretendo vir mais vezes para ver a alegria no rosto dessas crianças em tratamento”, concluiu.

Júlia Almeida, de 10 anos gostou da ação. “Fiquei muito feliz em ver as princesas  e ganhar presente”.

Segundo a psicóloga do HMI, Suely Faria,  é importante trazer esse tipo de ação ao ambiente hospitalar, principalmente em época festiva como o Natal. “Esse tipo de atividade lúdica é essencial no processo de recuperação do paciente. Esse trabalho realizado com a equipe multidisciplinar, fortalece o compromisso com a humanização,  e contribui para uma maior interação tanto dos pacientes com seus familiares como da equipe de profissionais”, explicou Suely. “Ficamos muito satisfeitos em receber esses grupos que trouxeram muita alegria e conforto para as crianças internadas. É uma iniciativa que será sempre bem-vinda”, destacou o diretor geral, Márcio Gramosa. 

A unidade de urgência de Salvador compõe o quadro seleto de três UPA’s que possuem o selo no Brasil

A Unidade de Pronto Atendimento – UPA Pirajá/ Santo Inácio, posto de urgência administrado pelo IGH em Salvador, segue como o único posto de urgência e emergência na Bahia com o Certificado de Acreditação. A renovação do selo nacional foi outorgada esta semana pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A unidade destaca-se por oferecer técnicas modernas e fluxo resolutos que atestam a alta qualidade de assistência dos serviços prestados desde a entrada até a alta do paciente.

“Passar pelo processo de certificação e manutenção da atividade é de extrema importância, pois a cada auditoria aprendemos mais. A atual gestão deflagrou uma verdadeira revolução na Saúde soteropolitana. Não se trata apenas da construção de postos, nosso compromisso é que de fato os equipamentos funcionem de maneira resoluta e qualificada em âmbito público com credenciais de qualificação hospitalar reconhecidas mundialmente”, celebrou Leo Prates, secretário municipal da Saúde.

Para receber a certificação, o equipamento passou rigorosa auditoria, levando em consideração pontos como estrutura física, quadro funcional, práticas de segurança, capacidade de controle (informações passadas para os pacientes e acompanhantes) e qualidade no atendimento. O certificado, reconhecido em todo país, é chancelado pela Sociedade Internacional para Qualidade na Saúde (ISQua) e confirma o grau de excelência da série de itens avaliados na unidade.

Funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, a UPA atende urgências e emergências de média a alta complexidade, sendo um meio termo entre centro de saúde e hospitais, com mais recursos do que um posto. Até 95% dos casos são solucionados na própria Unidade de Pronto Atendimento, o que contribui para a diminuição da fila na Central Estadual de Regulação.

O Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) realizou entre os dias 25 e 27 de novembro, a 6ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da unidade, com o objetivo de conscientizar os colaboradores a assuntos ligados à segurança, saúde no trabalho e qualidade de vida. Com palestras no auditório e corredor do centro cirúrgico do Huapa, a semana abrangeu os turnos vespertino e noturno de trabalho. A Sipat foi organizada pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Huapa, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico Por Imagem (Fidi).

A advogada Érika Belém abriu a programação falando sobre assédio moral no ambiente de trabalho, detalhando seus tipos mais comuns, consequências e como levar casos como esse perante a justiça. A advogada também respondeu algumas dúvidas dos participantes sobre o assunto. Em seguida, um grupo de colaboradoras do Huapa encenou um teatro sobre a saúde mental dos trabalhadores, com situações rotineiras que podem afetá-la. 

À noite, a especialista em Psicopatologia, Vanessa Favoretto, palestrou sobre o suicídio. O mesmo tema abriu o segundo dia (26) de atividades da Sipat, exposto pela psicóloga Michelly Marthinely. Ambas mostraram como reconhecer os sinais, fatores de risco, como prevenir que uma pessoa cometa o ato e quando buscar uma ajuda profissional. O médico do trabalho da unidade, Alex Sandro Bemfica Neves, ministrou aos participantes do turno noturno palestra sobre doenças osteomusculares – caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que podem atingir os trabalhadores de várias categorias profissionais -, geralmente relacionadas ao trabalho e ainda deu dicas de como prevení-las. 

Fechando a semana, no dia 27, o nutricionista Fabrício da Costa, falou sobre alimentação saudável. Enquanto a palestra acontecia, os participantes puderam medir a glicemia e o índice de massa corporal, além de passar por uma avaliação de peso. Já a noite, o técnico em Radiologia, Chade Maranhão, falou sobre Radioproteção e Diagnóstico Clínico. A semana foi encerrada com sorteio de brindes.

Profissionais da saúde e estudantes da área da saúde de Contagem participaram nesta sexta-feira (29/11) do I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do município. Com o tema “Lesão por Pressão, conhecer para prevenir” o evento teve como objetivo ampliar o conhecimento e fortalecer as boas práticas no assunto.

As lesões por pressão conhecidas popularmente por escaras e também chamadas por muitos profissionais de saúde por úlcera de pressão, são lesões que podem surgir na pele do paciente restrito ao leito. Segundo a Anvisa, este mal é o terceiro evento adverso mais notificado no Brasil, trata-se de um problema de saúde pública, gerando impactos negativos para o paciente, família e instituições de saúde.

Na abertura do encontro realizado na Nova Faculdade, no bairro Cidade Industrial, estiveram compondo a mesa de autoridades: a diretora regional IGH, Ana Kecia Xavier, o diretor da nova faculdade Pablo Bittencourt, o assessor da Superintendência de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Vinícius Oliveira Pimenta, o vereador Bruno Barreiro e a enfermeira do Serviço de Cuidados com a Pele e presidente da comissão organizadora do Simpósio, Sheila Oliveira Dias Brandão.

Lesões por pressões

O evento contou com palestras de profissionais especialistas na assistência relacionada às lesões por pressão. A primeira a falar foi a enfermeira dermatológica e especialista em urgência e emergência e Saúde Coletiva, mestranda e membro do grupo de coloproctologia e distúrbios de defecação da UFMG, Marcela Monteiro Pinheiro.  

Ela abriu a exposição abordando as principais mudanças nos conceitos ocorridas em 2016 no âmbito mundial e apresentou a classificação das principais lesões por pressão. “Atualmente o termo a ser usado é lesão ao invés de úlcera que foi utilizado até recentemente,” destacou Marcela Pinheiro.

Outro palestrante convidado foi Carlos Tonázio. Ele é estomoterapeuta e mestre em Bioengenharia pela UFMG, capitão enfermeiro coordenador do serviço especializado em feridas do Hospital da Polícia Militar e criador do canal do Youtube: Bate-papo com o estomaterapeuta que possui mais de 380 mil visualizações. 

O especialista abordou sobre as principais evidências científicas para a prevenção e tratamento das lesões por pressão. “Médicos e enfermeiros tem que estarem antenados no que diz respeito das boas praticas e métodos comprovados por pesquisas para atuarem de assistência de forma precisa,” ressaltou Carlos Tonázio.

Fizeram parte da programação do Simpósio ainda, as aulas sobre Lesão de kennedy: os limites do tratamento intervencionista, apresentada pela cirurgiã plástica do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Ellen Santos; “DAI x lesão por pressão diagnóstico diferencial e manejo da DAI”, com o enfermeiro especialista em urgência e emergência e membro do serviço de integridade cutânea da FHSFA, Tiago Lander Da Silva; “Terapia por pressão negativa (TPN) em feridas de alta complexidade” com o enfermeiro referência da linha cirúrgica nas especialidades cirurgia geral, cirurgia plástica e neurocirurgia, Wagner Oséas Corrêa; e “Lesão por pressão: a importância da intervenção nutricional” com a mestre em ciências aplicadas à saúde do adulto pela UFMG e especialista em nutrição parenteral e enteral pela Braspen / SBNPE, Jeniffer Danielle Machado Dutra.

Além da apresentação dos palestrantes, os participantes puderam conferir o Workshop Inovações na Cicatrização realizado pelos alunos do 5° período de Enfermagem da disciplina Lesão Cutânea da Nova Faculdade, coordenado pela professora Láyza Machado Braga.

Para a coordenadora de Enfermagem da Clínica Médica e Cirurgia do HMC, Claretice Souza, o Simpósio foi ótimo, pois as lesões por pressões é uma realidade da rotina assistencial uma vez que muitos pacientes passam por internações. “Foi muito interessante as palestras, tivemos contato com muito conhecimento e a possibilidade de atualizarmos nesta temática,” disse.

Pré-evento

Nos dias que antecederam o Simpósio, 27 e 28 de novembro, os colaboradores do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) passaram por uma vivência sobre o tema no auditório da unidade. A equipe do Serviço de Cuidados com a Pele e representantes de insumos para o tratamento de lesões montaram mesas expositoras visando ampliar o conhecimento e esclarecer dúvidas sobre o assunto.

Quem vê Igor Júnior de Souza, de 40 anos, nos dias de hoje, se surpreende com sua imagem ao lembrar de como ele chegou há um mês atrás na Unidade de Pronto Atendimento (UPA JK). Ele foi socorrido no estabelecimento após fraturar braço e dedo, ocasionada por violência relacionada ao uso de drogas, encontrava-se sujo devido aos dias vividos na rua, magro, agitado e com a saúde debilitada.

Na segunda-feira (26), com 13kg a mais, barba feita e um sorriso no rosto ele retornou ao local para visitar os amigos que fez e a equipe que lhe deu apoio durante sua permanência na unidade. “Foi muito bom o que encontrei aqui, me senti importante, cuidado, as pessoas me trataram bem, o que não ocorria há muito tempo,” contou Igor Júnior.

Ele contou que sua rotina era passar pela avaliação médica, fazer as medicações necessárias e fazer as refeições que era a ‘melhor parte do dia’. “Eu vivi uns dias de muita inquietação, fome e sono, acho que era devido a abstinência. Nas horas de espera, queria ajudar e conversar com as pessoas e todos foram muito receptivos, senti calor humano das enfermeiras, médicos, copeiras, porteiros e demais colaboradores” completou.

“Este carinho e atenção me tocaram profundamente, foi o que fez eu recuperasse minha autoestima e começar a planejar uma nova vida, buscar um emprego e construir uma família, e bem longe das drogas,” destacou Igor. 

“Apesar de parecer tímido, Igor é muito comunicativo e inteligente”, descreve a gerente da unidade Olívia Bonfim. Para ela, a equipe fez o seu trabalho de assistência à saúde, tratou o que era necessário e de alguma forma foi a companhia certa para ele naquele momento. “Com 10 anos de experiência neste serviço, vivemos muitas histórias, boas e ruins. Acredito que a partir do momento que confiamos nele, ele resgatou o que tinha de bom em si para mudar a sua história,” comentou a gerente.

Quem compartilhou um pouco dos dias do ex-paciente no local foi a nutricionista Marriethe de Oliveira Carneiro que confirmou como ele gostava destes horários. “Todo dia sempre era um pedido a mais na hora das refeições, ora um pão a mais, ora uma marmita extra. A refeição também faz parte do acolhimento e no caso dele foi bem importante. Em retribuição ele sempre foi educado e gentil, se prontificando em ajudar as copeiras e demais pessoas” explicou a nutricionista.

Confiança e dignidade

Igor contou que durante os dias que passou na UPA JK duas situações mexeram muito com ele. Primeiro, a visita da sua mãe que mesmo morando juntos, há dois anos não se falavam, pois ela não aceitava como ele levava a sua vida e ele ficava alguns períodos sem passar por lá. “Não sei como eles conseguiram o contato da minha mãe, entrei no local como indigente e, mesmo chateada comigo ela foi me ver e visitar sempre que possível. Hoje estamos bem,” disse Igor que mora no bairro Parque Recreio. A equipe do Serviço Social da UPA que localizou a mãe. 

Outra situação foi um desentendimento entre ele e outro paciente que estava na unidade. Ele pensou que seria expulso do local, mas por ser honesto sobre o episódio acabou tendo outro desfecho para a história. “Foi muito bom saber que as pessoas ainda confiam em mim apesar do meu histórico, isso nos motiva a sermos melhores”.   

Atualmente, Igor faz acompanhamento médico pós-cirúrgico e do gesso no braço. Ele aproveita as consultas para visitar a unidade, rever os colaboradores do local, conversar e deixar mensagem para as pessoas que agora o considera como amigos. Ele espera por uma oportunidade de trabalho, já que está desempregado, para retomar com uma vida mais digna e saudável.

A Maternidade José Maria de Magalhães Neto, referência neonatal na Bahia, ampliou o número de leitos para bebês prematuros. Agora, a unidade estará equipada com 30 leitos com esse perfil. A inauguração contou com a presença da subsecretária de Saúde do Estado, Thereza Paim, e o superintendente do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), Paulo Bittencourt.

“São mais seis leitos agora concretizados e essa iniciativa chega bem no mês da prematuridade. Esses 30 leitos vão fazer bastante diferença, trazendo impacto positivo na sobrevida desses prematuros. São bebês que nascem antes das 37 semanas mas estamos priorizando os bebês até 1,3 quilos. A gente agradece a parceria do IGH que tem feito a diferença na gestão da maternidade”, destacou.

Para Paulo Bittencourt, a gestão do IGH trouxe ainda mais eficiência e humanização à unidade que possui cerca de 250 leitos. “Essa já era uma unidade de referência para população de todo o Estado e conseguimos melhorar ainda mais a assistência com a implantação da nossa cultura organizacional baseada na resolutividade e humanização no atendimento. Com a implantação desses novos leitos, a gente reforça a importância desse equipamento para população”, comemorou.