Ao som de canções clássica como Carinhoso, a banda da Guarda Municipal homenageou, na manhã do dia (08/05), as mães colaboradoras do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), acompanhantes e as contagenses que estavam com os seus bebês na Unidade Neonatal e no Alojamento Conjunto do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus.A Cantata, com duração de uma hora, ocorreu no estacionamento do Complexo, devido às recomendações de distanciamento social. O local foi todo demarcado com corações para que cada participante pudesse curtir o show dentro das normas de segurança. “Sou mãe também e fico muito feliz com esta homenagem. Estamos em um momento difícil e todas estão aqui, trabalhando, para que muita gente possa ficar em casa. Agradeço a todas por este cuidado. Parabéns!” discursou a diretora regional do IGH, Ana Kécia Xavier.

“Cartas com amor” é um projeto criado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que administra o Hospital Regional Deputado Luis Eduardo Magalhães, e é destinado à preservação do convívio familiar dos pacientes com COVID-19 em isolamento na Unidade, que recebem através do preenchimento de formulário eletrônico, cartas de amigos e familiares.

Em funcionamento há uma semana, o programa já recebeu várias mensagens. Aos pacientes que estão conscientes, elas são impressas e entregues em mãos, àqueles que estão entubados, as cartas são lidas pela equipe de enfermagem, com o objetivo principal de manter o elo familiar e passar um conforto em meio às restrições ao recebimento de visita.

A filha de uma paciente que está na UTI se emocionou ao falar da iniciativa: Sem poder ver ou falar com minha mãe agora, essa é a melhor maneira que o Hospital poderia encontrar de me conectara ela. Sei que ela está inconsciente, e mesmo que outra pessoa esteja lendo pra ela, é uma maneira de nos deixar mais próximas. O projeto é incrível, obrigada a todos os envolvidos, e a equipe que tem cuidado dela com tanto carinho. Isso deixa meu coração mais calmo.” Agradeceu Nataly.

O projeto é mais uma ação de humanização, que é um dos principais valores do IGH, e o resultado está no sorriso de cada paciente que tem um estímulo a mais para se recuperar. “Desde o recebimento da notícia, no momento em que a pessoa é diagnosticada, ela já é orientada ao isolamento. Familiares e pacientes iniciam aí uma medida árdua e sofrida, onde lhes são omitidos o contato íntimo e todas as formas de carinho. As cartas propiciam conforto e paz tanto para quem recebe o amor em forma de palavras, quanto para quem doa esse amor. É um ato de amor num momento de medo e incertezas, que só traz benefícios.” Destacou Rodrigo Carvalho, diretor técnico do HRDLEM.

Desde janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou com alto o risco global da COVID-19. As infecções respiratórias ocasionada por esta família de vírus têm sintomas semelhantes a um resfriado, mas em algumas pessoas a doença pode evoluir para uma crise aguda respiratória necessitando atendimento hospitalar.No Brasil, até o dia 14 de abril de 2020, foram confirmados 25.262 casos de COVID-19 e 1.532 óbitos, com taxa de letalidade de 5,7%. Diante da indisponibilidade, até o momento, de medicamentos e vacinas específicas que curem e impeçam a transmissão do coronavírus, o Ministério da Saúde vem seguindo as orientações da OMS que preconiza medidas de distanciamento social, etiqueta respiratória e de higienização das mãos como as únicas e mais eficientes no combate à pandemia.  Por se tratar de uma pandemia, os órgãos de saúde têm monitorado a evolução dos casos e tomando medidas de acordo com indicadores, fases de aceleração e desaceleração relatados em estudos sobre vírus. Em Contagem, medidas preventivas e assistenciais têm sido implementadas desde 13 de março pela gestão municipal. Até o dia 14 de abril, o município registrou 19 casos confirmados, 2658 casos suspeitos e nenhum óbito de COVID-19. Em Minas, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta mesma data, foram confirmados 884 casos confirmados e 27 óbitos.“Em busca de uma assistência eficiente para a situação, a prefeitura de Contagem e o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) que compartilha a administração da rede de urgência e emergência no município, têm envidado ações e seguido com zelo as recomendações das entidades de saúde” destacou o diretor do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), Flávio Albuquerque.No Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho, unidade de referência para assistência a traumas e internações prolongadas da cidade, foram abertos 40 leitos de internação e 19 de CTI em uma ala isolada das demais e adquiridos 30 monitores de sinais vitais e 70 respiradores.“O local é destinado a assistência aos pacientes graves, ou seja, com sintomas respiratórios agudos e insuficiência respiratória que mereçam suporte clínico”, acrescentou, o responsável técnico médico do do HMC, Dr. Mário Cortellete.Nas últimas semanas foram intensificadas as capacitações dos profissionais visando atualizar a equipe para o cenário epidemiológico presenciado, assim como para a utilização dos novos fluxos assistenciais estabelecidos e para o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPI’s).A porta do Pronto Socorro, atualmente recebe apenas casos urgentes oriundos do SAMU, Corpo de Bombeiros, Via-040 e encaminhados das Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), visando à gestão sustentável de leitos tanto de enfermaria e CIT para emergências e pacientes graves de COVID-19.Buscando reduzir a circulação de pessoas no estabelecimento, uma questão fortemente preconizada pela OMS, foram adaptados os horários e critérios para visitantes e acompanhantes no estabelecimento. Os procedimentos e cirurgias eletivos, ou seja, não urgentes, serão remarcados para período posterior a queda das infecções respiratórias.Diante do panorama da saúde o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, unidade reconhecida como Hospital Amigo da Criança que presta a assistência tanto a gestantes e puérperas, como ao público infantil, também estabeleceu ações preventivas no atendimento de casos suspeitos de coronavírus.As principais mudanças ocorreram nos Prontos Atendimentos Obstétrico e Pediátrico. Nos locais foram separadas as recepções, consultórios de triagem e médicos para atendimento de pacientes com sintomas gripais dos demais atendimentos. A medida foi necessária após o território nacional ser declarado como local de transmissão comunitária – são casos de transmissão do vírus entre a população, sem origem conhecida de paciente infectado.Atualmente, o CMI possui também enfermarias de internação separadas para puérperas e crianças com sintomas gripais. Todas as equipes foram capacitadas e usam os EPI’s obrigatórios conforme os fluxos designados do setor. Os horários e critérios para visitantes e acompanhantes também foram restringidos.UPA SEDEA Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Sede, localizada no centro de Contagem, funciona desde o dia 24 de março, exclusivamente no atendimento a casos de tratamento de COVID-19. Assim, um paciente com sintomas gripais ou suspeito de infecção por coronavírus que necessita de internação e é atendido na rede de saúde é transferido para o local.O gerente da UPA, Leandro Santos, esclarece que o estabelecimento possui 20 leitos, sendo um (01) leito destinado para demanda que não encaixe no perfil da doença, três respiradores e aspirador portátil. “A unidade tem como retaguarda o Hospital Municipal de Contagem para os casos considerados mais graves,” completou.Com a mudança no atendimento foram feitos novos contratos para equipe multiprofissional, como fisioterapeuta, assistente social e técnico de farmácia e, também, para as áreas de higienização e portaria.Outra unidade que foi adaptada de forma diferente para atender esta demanda é a UPA JK, uma vez que o estabelecimento encontra-se na região de maior concentração da população contagense.Ela passou a funcionar no dia 06 de abril com uma tenda externa equipada com consultórios de triagem e médicos exclusivos para atendimento de pacientes suspeitos de coronavírus ou com sintomas gripais. A estrutura com mais de 76m² tem como objetivo evitar aglomerações, seguindo a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) a respeito do distanciamento recomendado entre as pessoas. Inicialmente, o funcionamento é de 7h às 19h, havendo necessidade, o atendimento será ampliado para 24hs.“Toda unidade já trabalha com um fluxo assistencial que obedece às recomendações dos órgãos de saúde. Esta ação tem como objetivo fortalecer as medidas preventivas de propagação das doenças respiratórias que são comuns nesta época, dentro do cenário que a sociedade vive da pandemia da COVID-19”, esclarece a gerente da UPA JK, Olívia Bonfim. Do início do mês até hoje (14/04), mais de 180 pessoas foram atendidas com sintomas de síndrome gripal na UPA JK, ou seja, passaram pelo fluxo de atendimento separado dos demais pacientes.  O CHC e UPAs funcionam como uma rede de saúde distribuída no território municipal. Para que a assistência seja prestada de forma eficiente as unidades trabalham em conjunto no alinhamento dos fluxos e diretrizes assistências. Dessa forma, pacientes suspeitos de COVID-19 ou com sintomas respiratórios que exijam cuidados clínicos que buscam atendimento nas UPAs Petrolândia, Ressaca e Vargem das Flores também são recepcionados e acolhidos por profissionais capacitados para tal demanda e munidos dos EPI’s necessários. Os locais fornecem álcool para higienização das mães e máscaras aos pacientes e acompanhantes que tenham o critério para o uso, assim como em toda a rede de saúde. Nestas unidades, espaços foram separados caso seja necessário o isolamento do paciente temporariamente.Toda a rede de urgência e emergência de Contagem esta abastecida dos suprimentos importantes na prevenção do coronavírus, como itens de higienização, álcool e equipamentos de proteção individual, assim como também contam com uma ambulância exclusiva para o transporte de pacientes que enquadrem nestes casos.“É um trabalho conjunto de todas as frentes de atuação, com muita dedicação, para o enfrentamento desta pandemia, finalizou diretor do CHC, Flávio Albuquerque.Na última semana, o Hospital Santa Helena, no bairro Eldorado, tornou-se parceiro na oferta de 113 leitos, sendo 107 para internação e seis (06) semi-intensivo para o tratamento de pacientes com COVID-19, ampliando ainda mais a oferta de leitos no município. O local passa por adequações para iniciar os atendimentos em breve.O Hospital iria fechar alegando problemas financeiros em função da crise provocada pelo coronavírus e agora atuará em apoio à rede de saúde municipal, por meio de parceira com a Prefeitura e gestão compartilhada entre Secretaria Municipal de Saúde e o Instituto de Gestão e Humanização (IGH). “O IGH tem acompanhado as diretrizes do Ministério da Saúde e do Governo de Minas com objetivo dar suporte as demandas da população contagense e dos gestores municipais diante da COVID-19”, completou a diretora regional do IGH, Ana Kécia Xavier.  

Unidade instala tenda para atender pacientes com sintomas de gripe.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ressaca, localizada no bairro Guanabara, contará com um Posto Emergencial de Atendimento, para triagem e atendimento pacientes com sintomas respiratórios, a partir da próxima quarta-feira (06/05).A tenda, assim como outras estruturas semelhantes estabelecidas em outras unidades de saúde do município, tem como objetivo reforçar as medidas preventivas para os casos suspeitos da Covid-19, transmitindo mais segurança no atendimento dessa demanda aos cidadãos. O Posto possui poltronas e cadeiras higienizáveis, posicionadas de forma a respeitar o distanciamento social recomendado pelo Ministério da Saúde. O local comporta um consultório médico, sala de acolhimento para a Enfermagem, sala de coleta e dois banheiros químicos. “Toda unidade já funciona com um fluxo assistencial específico para o atendimento de pessoas com sintomas gripais, conforme as recomendações dos órgãos de saúde visando à segurança a saúde dos profissionais e pacientes,” esclarece a gerente da unidade, Kelly Barros Fortini. De 16 de março, início da restrição social devido à pandemia, até três de maio, a UPA Ressaca realizou 4.553 atendimentos, deste total, apenas 137 pacientes (3%) foram classificados como casos suspeitos de síndromes respiratórias, os quais podem ter indivíduos suspeitos ou confirmados de infecção por coronavírurs.“Buscamos com a separação dos espaços fortalecer ainda mais as medidas preventivas de propagação do coronavírus e deixar todos mais tranquilos quanto a qualidade da assistência a saúde que é prestada na UPA Ressaca,” completa Kelly Fortini. 
A estrutura está sendo montada na área externa da unidade desde a semana passada e o atendimento ocorrerá 24hs. Assistência em tempo de pandemia ao chegar na UPA, as pessoas com sintomas gripais recebem máscaras na recepção e aguardam pelo acolhimento com a equipe de Enfermagem e a consulta médica, separadamente dos demais casos que necessitam assistência a saúde. Equipes assistenciais, já capacitadas, prestarão a assistência à saúde utilizando-se de equipamentos individuais de proteção (EPI) preconizados para estes casos que são luvas, máscara, gorro e capote.

No início da tarde dessa terça-feira (5 de maio), o Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), recebeu a doação de 100 mácaras de proteção facial de acetato, para os profissionais da saúde da unidade.
A doação foi feita pelo senador Vanderlan Cardoso juntamente com o deputado federal Zacharias Calil, que fez o pedido para o hospital. As diretoras do HMI, Laryssa Barbosa – diretora geral; Sara Barbosa – diretora técnica; Luzia Helena  Berigo – gerente de enfermagem e Rita Leal – diretora regional do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social que administra o HMI, receberam as doações.
 
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) doados foram fabricados pelo Grupo Cicopal, empresa do senador, através de parceria técnica com a Universidade Federal de Goiás (UFG). Esse tipo de equipamento cobre todo o rosto e  protege do contato com secreções de algum possível contaminado. Além disso, aumenta a durabilidade de outras máscaras usadas pelos profissionais da assistência e que ficam por baixo da proteção, reforçando o combate ao novo Coronavírus nas unidades hospitalares. Eles são reutilizáveis e podem ser higienizados com facilidade.
 
De acordo com o senador Vanderlan Cardoso, o projeto encampado por ele e pelo Grupo Cicopal já doou cinco mil máscaras de proteção para unidades de saúde de Goiás. “O projeto foi idealizado para contribuir com a saúde pública neste difícil momento de pandemia”, salientou o senador.
 
Segundo Zacharias Calil esses equipamentos são muito importantes para os profissionais da saúde. “Os profissionais que estão na linha de frente de combate ao coronavirus precisam de um cuidado especial no enfrentamento ao vírus. E é isso que estamos intermediando. Seja por meio de projetos de lei, seja por meio de parcerias público-privada”, pontuou. De acordo com a diretora regional do IGH, Rita Leal, essa ação solidária vem em boa hora e terá um impacto positivo na unidade. “Trabalhar com segurança para o profissional da saúde é fundamental. Estamos muito gratos por essa doação que irá proteger nossos profissionais durante a assistência  e garantir a proteção dos paciente “, declarou a diretora.

Para otimizar o fluxo de atendimento e uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) em meio a pandemia da Covid-19, a Maternidade José Maria de Magalhães Netto, em Salvador, organizou um cronograma de treinamentos para os colaboradores dos setores de Vigilância Epidemiológica, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). 
A unidade tem como objetivo de orientar 100% dos profissionais sobre os cuidados necessários com os protocolos oficiais para o primeiro atendimento à suspeitas e encaminhamento em casos confirmados.

Com o objetivo de manter a prevenção, o controle e a contenção de riscos em função da pandemia do novo coronavírus, bem como a orientação para a realização de procedimentos seguros e bem sucedidos em caso de eventual assistência a pacientes acometidos pela Covid-19, o Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI) está promovendo a capacitação dos multiprofissionais que atuam na área de assistência. Com o tema “Higienização das mãos, Paramentação e Desparamentação EPI – COVID-19”, a ação que, começou dia 26 de março e segue pelo mês de abril, está sendo realizada de forma gradativa, nos próprios setores dos colaboradores, com um pequeno número de pessoas, cerca de cinco de cada vez, para evitar aglomeração e ter a segurança necessária. As enfermeiras Lilian Maria Fernandes – coordenadora do Núcleo Interno de Segurança do Paciente (NISP) e Keila Paraguassu – coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e a infectologista Cláudia Teixeira, responsáveis pela capacitação, explicam que a higienização das mãos é considerada um dos pilares no controle de infecção relacionado à assistência à saúde. A prática é a medida mais efetiva, simples, segura e de baixo custo na prevenção de qualquer infecção hospitalar. “É extremamente importante que o profissional higienize corretamente as mãos, antes e após tocar o paciente e também antes de realizar qualquer procedimento, para evitar a transmissão de microorganismos que podem causar infecções”, declararam as coordenadoras. Durante a capacitação são relembrados os cinco momentos em que a higienização das mãos deve ser realizada: ● Antes de tocar ou ter contato direto com o paciente; ● Antes de realizar procedimento limpo/asséptico; ● Imediatamente após contato com fluidos corpóreos, secreções, excreções ou objetos contaminados; ● Após tocar o paciente, para prevenir a transmissão cruzada entre diferentes sítios corporais; ● Após tocar superfícies próximas ao paciente e em qualquer outra situação onde seja indicada a higiene das mãos para evitar a transmissão do novo coronavírus para outros pacientes ou ambiente. Paramentação e desparamentação A paramentação bem como a desparamentação  devem seguir a  técnica correta de colocação e retirada dos EPIs. Os profissionais que entrarem no isolamento/ local de atendimento devem se equipar na antecâmara. Confira a sequência correta da paramentação: ● Realizar a higiene das mãos com água e sabão ou preparação alcoólica gel antisséptico 70%; ● colocar o avental ou capote; ● colocar a máscara cirúrgica ou N95 (se realizar procedimentos que gerem aerossóis); ● colocar os óculos e gorro. Dentro do isolamento: ● higienizar as mãos; ● calçar as luvas de procedimento, a mesma deve ficar por cima do punho do capote. As capacitadoras pediram atenção também na desparamentação: ● retirar as luvas e higienizar as mãos; ●  retirar o capote; ● higienizar as mão novamente. Retirar-se do isolamento. Fora do isolamento: ● higienizar as mãos; ● Retirar o gorro, os óculos e máscara; ● fazer a higienização das mãos ; ● realizar a desinfecção dos óculos e a higienização das mãos novamente. Segundo Lilian Fernandes, as abordagens contemplaram, em especial, as equipes da emergência, Pronto Socorro da Mulher (PSM) e Pronto Socorro Pediátrico (PSP);  UTIs, imagem, equipes de enfermagem, médica, fisioterapeuta e cirúrgica. Cerca de 300 profissionais do HMI já foram capacitados. De acordo com a diretora técnica da unidade, Sara Barbosa, essa capacitação é de grande importância. “Se as regras forem seguidas corretamente, é possível reduzir e até mesmo evitar a transmissão de infecções. Estamos trabalhando constantemente na promoção de  um atendimento de qualidade e segurança de pacientes e profissionais”, afirmou a diretora.

A iniciativa é uma forma de encurtar a distância entre a família e o paciente, que não podem ter contato durante o tratamento
A partir desta quarta-feira, 22 de abril, os pacientes internados com diagnóstico de Covid-19 no Hospital Municipal de Contagem passaram a ter um importante conforto. Para minimizar o isolamento dos pacientes e seus familiares, a unidade deu início a visitas virtuais. Com um tablet, doado pelo diretor-geral da Unidade, Flávio Albuquerque, a equipe de assistência realiza videochamadas para os parentes. “Este é um momento em que o paciente tem a oportunidade de estar perto dos familiares, nem que seja por meio de uma tela, sendo todas as medidas propostas de baixo custo, organização de recursos humanos factível”, pondera Albuquerque.
A visita tem a finalidade de manter o vínculo a apoio psicológico ao paciente durante sua internação. A iniciativa, que faz parte da política de humanização já adotada pelo Igh,  e tem o objetivo de motivar os pacientes, encurtar as distâncias, fazer com que o tratamento fique o mais ameno possível, além de confortar os familiares. “Durante a pandemia não será possível manter nenhuma rotina de visita presencial aos pacientes. Porém, com a tecnologia disponível, não é necessário manter as pessoas sem nenhum contato com o ambiente externo. Existem diversas formas de conectar pacientes e familiares por aplicativos. Não há nenhuma razão para deixar pessoas completamente isoladas de contato.”, afima Ana Kecia Xavier, diretora regional MG, do Instituto de Gestão e Humanização, IGH, OSS responsável pela gestão compartilhada de unidades de saúde, em Contagem.
Protocolo de Visita Virtual
O parecer n ° 14/2017,  do Conselho Federal de Medicina sobre o uso do Whatsapp diz que: “o whatsapp e plataformas similares podem ser usados para comunicação entre médicos e seus pacientes, bem como entre médicos e médicos em caráter privativo para enviar dados ou tirar dúvidas com colegas, bem como em grupos fechados de especialistas ou do corpo clínico de uma instituição ou cátedra, com a ressalva de que todas as informações passadas tem absoluto caráter confidencial e não podem extrapolar os limites do próprio grupo, nem tampouco podem circular em grupos recreativos, mesmo que composto apenas por médicos, ressaltando a vedação explícita em substituir as consultas presenciais e aquelas para complementação diagnóstica ou evolutiva a critério do médico por quaisquer das plataformas existentes ou que venham a existir”.
Manter pacientes com seus próprios aparelhos telefônicos durante a internação pode não ser uma opção viável em muitos casos, principalmente em ambiente caótico e movimentado.
“Sugerimos o uso do aplicativo WhatsApp para viabilizar visitas a pacientes em ambiente hospitalar isolado ou intensivo, acreditamos que essa aproximação pode contribuir bastante para a evolução do tratamento”, completa Dr. André Otoni, coordenador do Pronto Socorro do Hospital de Contagem.
Para os pacientes sem capacidade verbal efetiva, a instituição utiliza chamada em viva voz, em que os familiares poderão falar ao paciente, ou envio de áudio para que seja reproduzido a beira leito para este paciente. O tempo desta operação deve seguir as mesmas orientações dos pacientes com chamadas de vídeo, não ultrapassando 5 a 10 minutos de áudio ou chamada em viva voz”, completa Dr. André Otoni.
No Hospital Municipal de Contagem, 15 pessoas estão internadas por suspeita ou confirmação de COVID-19. Os pacientes ficam isolados, conforme protocolos da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde,  e só têm contato com as equipes de saúde. As famílias recebem boletins diários pormeio de telefones.
“Deixamos nossa mensagem de esperança, entendendo que o espírito de unidade, solidariedade e prontidão, nos levará em breve a vencer estes desafios sustentados na construção de um grande e humano aprendizado. Estamos todos cheios de esperança, buscando oferecer o melhor para ajudar ao próximo. O que nos moverá será a luz do propósito verdadeiro, sigamos firmes!Sofrer fará parte desta trajetória para todos os profissionais, mas seguimos honrando nosso compromisso. Estaremos aqui até o fim, e voltarmos a nos abraçar fisicamente.” , finaliza Ana Kecia.