A tarde desta quinta-feira, 21 de novembro, foi movimentada na pediatria do  Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI). As crianças internadas na unidade receberam a visita dos pilotos Allam Khodair e César Ramos, da Blau Motorsport, equipe da Stock Car.

Já é uma tradição, a equipe visitar hospitais infantis, na cidade em que participam de provas. Desta vez, as crianças do HMI foram contempladas. Além de conhecerem os pilotos, elas ganharam presentes, bonés oficiais da equipe autografados, além de tirar fotos com os profissionais.

O garoto Isaias, de 9 anos, é fã de corridas, não perde um jogo no celular. “Nossa, foi muito bom conhecer os pilotos!”, falou com entusiasmo. Davi, de 8 anos ficou muito feliz. “Achei ótimo essas visitas! Tirei foto e já até postei no face”.  Guilherme, de 12 anos, ficou surpreso. “Nunca pensei que fosse conhecer pilotos da Stock Car de perto, tirar fotos com eles. Ainda mais aqui no hospital. Foi muito massa!”, afirmou o garoto.  E não foram só os pequenos que apreciaram a visita. Ana Carolina, mãe de um paciente é fã dos navegadores e se emocionou quando os viu entrando no leito de enfermaria. “Meu sonho era conhecê-los e hoje realizei o meu sonho. Achei emocionante!”

“ É muito legal essa ação, que é um projeto do nosso patrocinador. Faz diferença para os pacientes, para a família. É bem gratificante essa troca de energia. É especial para nós”, pontuou Allam. “ Sempre saio realizado depois do contato com as crianças. É muito bom poder trazer um conforto, colocar um sorriso no rosto dessa garotada”, ressaltou César.

Os diretores da unidade, Márcio Gramosa – geral e Sara Gardênia – técnica, acompanharam os visitantes no hospital. “Eles trouxeram alegria e descontração para as crianças internadas na unidade”, disse Márcio. “É importante para nossos pequenos pacientes, momentos de alegria como esse. Quebra a rotina, e torna o ambiente hospitalar menos traumático, mais feliz e humanizado”, afirmou Sara.

Com o objetivo de chamar atenção para o problema de saúde, no Brasil e no mundo, que a prematuridade, o dia 17 de novembro foi eleito para abordar o assunto e conscientizar a população. Um em cada 10 bebês nasce prematuro. São 340 mil prematuros nascendo todo ano no Brasil, muitos deles não sobrevivem ou ficam com algum tipo de sequela.

A pequena Helena nasceu no dia 20 de outubro e faz parte desta estatística. Aos seis meses de gestação, a mãe, Michele Izabel dos Santos, de 24 anos, passou mal e deu a luz a sua filha. “Não foi fácil viver isso tudo, mas tenho fé que tudo ocorreu como tinha que ser. Tive o privilégio de ser parto normal e colocar minha menina no colo, por alguns minutos, antes de ir para incubadora. Agora venho todos os dias ver e ajudar minha Helena crescer mesmo que fora da barria,” contou Michele que acompanha a recém nascida no CTI Neonatal do CMI.

Unidade referência

Inaugurado em 2016, o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus é uma referência na assistência ao prematuro e à família deste bebê, no município e região. A unidade conta com 20 leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI), dez (10) unidades de cuidados intermediários (UCI) e leitos de Canguru. Por mês, são 22 prematuros admitidos no CTI Neonatal.

Segundo o coordenador médico do CTI Neonatal, Frederico de Melo Nascimento, os prematuros apresentam problemas de saúde variados (sistema respiratório, circulatório, renal, etc) devido ao interrompimento da gestação. Com isso, necessitam de monitoração constante e atendimento especializado em diversas áreas – neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional, entre outros. “Após o parto, a incubadora passa a fazer o papel do útero e a equipe de profissionais auxilia para que o bebê continue se desenvolvendo,” completou do Dr. Frederico Nascimento.

“Aqui, o bebê recebe todo o suporte para que atinja condições de saúde ideais e retorne para o lar com qualidade de vida,” explica a coordenadora de Enfermagem do CTI Neo, Renata Aparecida de Souza. O apoio também é direcionado para mãe e familiares, pois é um momento de fragilidade. “É preciso que eles entendam a situação e contribuam neste processo” esclareceu Renata de Souza.

O casal Amanda Larissa Feliciano dos Santos, 20 anos, e Gabriel Eustáquio Modesto Silva, 21 anos, também compartilham da experiência da prematuridade. Desde o dia 22 de outubro, eles acompanham cada evolução do pequeno Theo Gabriel no CTI Neo do CMI: “Ele já esta liberado da medicação e, hoje, ainda precisa do oxigênio” destacou o casal que mora no bairro Eldorado.

Pais de primeira viagem, eles ficaram surpresos com o parto repentino com 32/33 semanas gestação e como tudo que aconteceu rápido. Apesar de estar com o pré-natal em dia, Amanda perdeu bastante líquido amniótico, o que resultou na cesariana. “Mesmo fora da barriga, estamos curtindo este cuidado e atenção que nosso filho requer. A expectativa é que ele comece a mamar, ganhe mais peso e possa ir para casa,” disse Amanda.

Novembro Roxo

O novembro roxo, como também é conhecido, é um momento para refletir sobre as causas da prematuridade e como a assistência multidisciplinar e apoiada a tecnológica auxilia no desenvolvimento deste recém-nascido que nasceu antes da formação completa, abaixo de 37 semanas. Com isso, o CMI enfeitou o setor e bateu-papo com os pais e familiares que visitam a unidade sobre o assunto.

Os vencedores do IV Benchmarking Fesfba foram conhecidos no final da tarde desta terça-feira, 29. Na categoria Sustentabilidade Ambiental, o prêmio ficou com o Hospital Santa Izabel. A Santa Casa de Feira de Santana conquistou o prêmio na categoria Assistencial, enquanto a premiação na categoria Custos ficou com com o Hospital Martagão Gesteira ,que também venceu mas categorias Comunicação e Humanização, ,além de receber o Prêmio Incentivo, criado este ano para a entidade com o maior número de cases inscritos. O IGH conquistou o prêmio na categoria Segurança do Paciente.

A comissão que avaliou os cases do IV Benchmarking foi formada pelo coordenador do Núcleo de Gestão da Suregs/Sesab, Rodrigo Santos, o jornalista Neomar Cidade ,do site Notícia Livre, Patrícia Tosta, do Portal Saúde no Ar, e a consultora em Saúde e ex- superintendente de Regulação da Sesab, Ana Paula Santana Andrade

No encerramento, a presidente da Fesfba, Dora Nunes, ,manifestou sua alegria com o sucesso do IV Benchmarking. Agradeceu aos patrocinadores, as entidades que apresentaram cases e tambėm as que acompanharam as apresentações.

Entre os dias 22 e 24 de outubro foi realizada no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) uma Blitz Educativa para reforçar as Metas Internacionais da Segurança do Paciente. Essa metodologia prevê seis passos para promover melhorias relacionadas à segurança do paciente, de forma a prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos no atendimento e internação.

Enquanto se deslocavam entre os setores do CHC, os colaboradores foram convidados a citarem uma ou mais metas. São elas: Identificação Correta dos Pacientes; Comunicação Efetiva; Melhorar a Segurança dos Medicamentos; Cirurgia Segura; Redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde; e Prevenção de danos decorrentes de quedas.

“Essa ação é para que os profissionais aperfeiçoem suas habilidades cada dia mais e o paciente tenha sua saúde restabelecida sem agravos,” explica coordenadora da Educação Permanente, Ana Paula Reis.

Segundo o Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), 134 milhões de eventos adversos ocorrem devido a cuidados inseguros em países de baixa e média renda, o que contribui para que 2,6 milhões de pessoas venham a óbito anualmente. Buscando promover uma assistência segura ao paciente, o CHC que engloba o Hospital Municipal de Contagem José Lucas Filho e o Centro Materno Infantil Juventina Paula de Jesus, realiza regularmente capacitações e ações como a Blitz visando fortalecer as boas práticas.

A atividade foi uma iniciativa da Educação Permanente com apoio do Núcleo de Segurança do Paciente e com a participação dos acadêmicos da Faculdade Nova. 

Na quarta-feira (04/09), 15 gestores do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de diversas cidades do Brasil e representantes do Ministério da Saúde visitaram o Complexo Hospitalar de Contagem.

A atividade teve como objetivo apresentar a estrutura e funcionamento do Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho e do Centro Materno Infantil (CMI)Juventina Paula de Jesus e, também, falar do trabalho conjunto com o SAD.

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), realizado em Contagem, é referência nacional devido ao amplo atendimento e à criação de equipes especializadas, como pediatria, ortopedia e cuidados paliativos.

A coordenadora de Enfermagem do HMC, Betânia Claudiano de Oliveira, destacou que aproximação entre o CHC e o SAD tem gerado bons resultados e altas importantes, como casos de internação social e em outras condições clínicas em que isso é possível: “Nós estamos investindo na capacitação das equipes para que se pense em na alta do paciente antecipadamente e o profissional seja ativo no processo de desospitalização,” completou.

Divididos em grupos, a gerente do CMI, Cristiane Rosalina Carvalho e o responsável técnico, Wilton Braga percorreram as áreas assistenciais do CMI com os visitantes. No HMC, as responsáveis pelo o acompanhamento na unidade foram a gerente operacional, Thailyne Sampaio Ferreira e a coordenadora de Enfermagem do HMC, Betânia Claudiano de Oliveira.

A coordenadora do Banco de Leite do Hospital Estadual Infantil e Maternidade de Vila Velha (Himaba), Rosa Maria Negri Rodrigues Alves, participou de debate sobre o aleitamento materno na reunião da Comissão de Saúde na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Com o objetivo de chamar a atenção para a Semana Estadual de Doação de Leite Materno, celebrada de 19 a 25 de maio, Rosa falou sobre a importância de ter o leite materno à disposição do recém-nascido. “Não existe nenhuma ação de saúde que tenha mais sucesso em reduzir a mortalidade de bebês prematuros do que a doação de leite materno” destacou. A pediatra explicou que a mulher que pode doar muito ou pouco leite tem igual importância para os bancos de leite. “Nós temos prematuros que precisam de um ml a cada 6 horas. Estou dizendo isso para mostrar que toda doação é importante, independente da quantidade que a mulher consiga doar, o importante é doar, a quantidade é só um detalhe”, esclareceu.

A doação de leite é capaz de salvar a vida de milhares de recém-nascidos prematuros e de baixo peso (menos de 2,5 kg) e que não podem ser amamentados pela própria mãe. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhuma medicação que interfira na amamentação. “Lembro sempre que a prioridade é o seu bebê. A doação é do leite excedente”, acrescentou.

Em 2017, a rede de bancos de leite do Espírito Santo contou com mais de 3.500 doadoras e coletou mais de 4.100 litros de leite.

Qualidade – Os bancos de leite do Espírito Santo têm “padrão ouro de qualidade”. Quatro deles estão localizados na Grande Vitória (Hospital Estadual Infantil e Maternidade de Vila Velha (Himaba), Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia de Vitória e o Hospital da Polícia Militar). No interior, a rede de bancos de leite conta com unidade no Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim e no Hospital Maternidade São José, em Colatina.

O Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL) promoveu no auditório da unidade, mais uma roda de conversa do curso Gestar Vidas. A capacitação para orientar gestantes, contou com a fonoaudióloga Marilene Rezende que discutiu e esclareceu sobre a importância do leite materno para os bebês. Ao final, as gestantes presentes participaram de um sorteio e ganharam alguns brindes.

O curso Gestar Vidas tem como objetivo proporcionar às futuras mães uma gravidez tranquila por meio do esclarecimento de dúvidas sobre o período gestacional e pós-parto. A capacitação, coordenada pelo Serviço Social e Capelania Hospitalar da unidade, seguirá até o dia 23 de julho (terça-feira) com reuniões todas as terças-feiras. 

Neste mês de março, durante o carnaval, a equipe de urgência e emergência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Parque São Cristóvão realizou a primeira doação de córnea para transplante.

O processo contribui para zerar a fila de espera por uma córnea na Bahia. No país, o órgão só perde para o rim no tempo de espera para transplante.

Após o processo inédito, no último dia (10), mais outras duas doações de córneas para transplantes foram realizadas na unidade. A conscientização dos familiares aliado a técnica da equipe multiprofissional e disponibilização de recursos viabilizou que, só neste mês, 03 pessoas fossem beneficiadas com o procedimento devolvendo a saúde ocular dos indivíduos.

A Maternidade José Maria de Magalhães Neto implantou de forma pioneira na Bahia um novo protocolo que possibilita a assistência integral da equipe de enfermagem – desde o acolhimento até o parto – às gestantes classificadas como risco habitual (baixo risco para acometimento de intercorrências durante o trabalho de parto). A medida regulamentada pela legislação federal desde 1986, garante um parto humanizado, priorizando o protagonismo da mulher e suas escolhas, considerando o momento não como um evento médico, mas social, emocional e familiar.

O processo de implantação do método iniciou em outubro passado, após o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) assumir a administração da maternidade de referência para casos de alta complexidade na Bahia.

“A implantação do protocolo de enfermagem está em fase inicial e, até o momento, realizamos três partos nesse novo modelo. De forma geral, esse método considera o protagonismo da mãe, o que é, por si só, um benefício. Além disso, estimulamos a amamentação, a participação do acompanhante, proporcionamos o contato pele a pele com o bebê, benefícios emocionais imensuráveis, pois a mulher é acolhida e amparada em um momento que, apesar de ser muito especial, é de fragilidade”, destacou a coordenadora de enfermagem do Pronto Atendimento da maternidade, Larissa Paiva. 

Por priorizar o acontecimento natural do parto, sem a necessidade injustificada de interferências ou procedimentos e promover a desmedicação do processo, a prática obstétrica de cuidado de enfermagem também reduz os custos aplicados para esse tipo de assistência, bem como, garante um menor tempo de recuperação da gestante pós-parto. 

“Outro ponto importante a destacar é que esse modelo contribui significantemente com os custos aplicados num parto em relação a um procedimento cirúrgico, por exemplo. Sob essa ótica, conseguimos aplicar de maneira mais eficaz os recursos públicos, além de beneficiar a paciente que terá um período muito mais curto de recuperação”, explicou Ana Angélica, coordenadora de enfermagem da maternidade.

Atualmente, cerca de 40 profissionais estão envolvidos nessa nova metodologia na Maternidade José Maria de Magalhães Neto.