15 de maio: Dia do Controle de Infecção Hospitala

Em 15 de maio celebra-se o Dia de Combate às Infecções Hospitalares (IH) que tem como objetivo alertar as pessoas e, principalmente, os profissionais da saúde, sobre a importância da prevenção às infecções dentro do ambiente hospitalar.O assunto ganhou destaque neste ano com as contaminações ocasionadas pelo coronavírus, que é uma família de vírus que tem causado uma grave infecção respiratória – a Covid-19.Atualmente, o mundo tem vivido uma série de mudanças buscando a prevenção ao coronavírus que é facilmente transmitido por gotículas em suspensão, no ar e nas superfícies, e no contato com os olhos e boca.Na sociedade, o distanciamento social e o uso de máscaras são preconizados para diminuir-se a transmissão do vírus entre as pessoas. No ambiente hospitalar, os pacientes infectados por esta doença precisam de precauções para o contato e, por isso, são tratados em ambientes isolados. Para os colaboradores lotados nestes ambientes, o uso de equipamentos de proteção individuais (EPI) é obrigatório.É a equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) atua na implementação de medidas preventivas e no controle de bactérias e vírus infecciosos, buscando minimizar as Infecções Hospitalares.“O controle de infecções hospitalares é uma atividade rigorosa já em desenvolvimento para o monitoramento dos setores e no fomento das boas práticas. Diante da pandemia em que o mundo vive, as ações e práticas assistenciais de controle e segurança à saúde tiveram que ser reforçadas para a nova realidade biológica”, destacou o coordenador do SCIH, Leandro Curi de Lima Sousa. “Hoje atuamos no Comitê de Contingência do Covid-19 para adoção de medidas específicas para a situação, assim como a construção de protocolos, fluxos e a otimização do serviço para que haja segurança na assistência e se minimize os casos de IH ou de transmissão do coronavírus”, reforçou Leandro Curi.O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar é composto por médicos infectologistas, enfermeiras e técnico de enfermagem, mas é com o trabalho conjunto de todo o quadro de profissionais da assistência ao paciente, na realização das boas práticas que os resultados aparecem.Regularmente,o SCIH faz treinamentos com as equipes sobre prevenção da Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (Iras), abordando as maneiras de prevenção, coleta e analisa dados diários, faz a separação de pacientes com bactérias multirresistentes, e checa os melhores fluxos para se evitar infecções. As formas de combate às infecções hospitalares mais comuns é a lavagem corretas das mãos, o uso de EPI obrigatórios, conforme estabelecidos nos protocolos, o uso correto de antibióticos pré-operatórios, alta hospitalar precoce aos pacientes em condições clínicas e check-list para acompanhamento dos pacientes que estão fazendo uso de procedimentos invasivos.Equipe de Higienização HospitalarOutro serviço de destaque no controle de infecções hospitalares é a preservação da higienização nos ambientes. São os auxiliares de serviços gerais (ASG), coletores de resíduos e roupas e encarregados que fazem o elo entre as boas práticas da equipe assistencial e visitantes nas unidades hospitalares, com os setores higienizados e livre de vírus e bactérias.A equipe de limpeza é responsável pela biodescontaminação de superfícies e garante que o local esteja limpo. “Médicos e demais profissionais podem realizar um procedimento com excelência, mas, se durante um procedimento, o local estiver infectado ou mal limpo, todos ali envolvidos podem sofrer uma contaminação”, evidencia a enfermeira responsável pela higienização do CHC da empresa Conservo, Laura Cristina Guimarães.Para a desinfecção durante a pandemia, kits específicos foram adquiridos para o CHC e UPAs. Neste momento, o hipoclorito é a substância que está em uso pela equipe de higienização, por ser a mais assertiva.Laura Guimarães ressalta que o descarte correto dos EPI usados também faz parte do processo de controle das infecções, tanto pelos profissionais como pela a população que tem usado máscaras caseiras. Segundo ela, entre 13 de março, até o dia 30 de abril, foram 2.461 desinfecções no Complexo Hospitalar.