CMI celebra o dia da prematuridade

Com o objetivo de chamar atenção para o problema de saúde, no Brasil e no mundo, que a prematuridade, o dia 17 de novembro foi eleito para abordar o assunto e conscientizar a população. Um em cada 10 bebês nasce prematuro. São 340 mil prematuros nascendo todo ano no Brasil, muitos deles não sobrevivem ou ficam com algum tipo de sequela.

A pequena Helena nasceu no dia 20 de outubro e faz parte desta estatística. Aos seis meses de gestação, a mãe, Michele Izabel dos Santos, de 24 anos, passou mal e deu a luz a sua filha. “Não foi fácil viver isso tudo, mas tenho fé que tudo ocorreu como tinha que ser. Tive o privilégio de ser parto normal e colocar minha menina no colo, por alguns minutos, antes de ir para incubadora. Agora venho todos os dias ver e ajudar minha Helena crescer mesmo que fora da barria,” contou Michele que acompanha a recém nascida no CTI Neonatal do CMI.

Unidade referência

Inaugurado em 2016, o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus é uma referência na assistência ao prematuro e à família deste bebê, no município e região. A unidade conta com 20 leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI), dez (10) unidades de cuidados intermediários (UCI) e leitos de Canguru. Por mês, são 22 prematuros admitidos no CTI Neonatal.

Segundo o coordenador médico do CTI Neonatal, Frederico de Melo Nascimento, os prematuros apresentam problemas de saúde variados (sistema respiratório, circulatório, renal, etc) devido ao interrompimento da gestação. Com isso, necessitam de monitoração constante e atendimento especializado em diversas áreas – neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional, entre outros. “Após o parto, a incubadora passa a fazer o papel do útero e a equipe de profissionais auxilia para que o bebê continue se desenvolvendo,” completou do Dr. Frederico Nascimento.

“Aqui, o bebê recebe todo o suporte para que atinja condições de saúde ideais e retorne para o lar com qualidade de vida,” explica a coordenadora de Enfermagem do CTI Neo, Renata Aparecida de Souza. O apoio também é direcionado para mãe e familiares, pois é um momento de fragilidade. “É preciso que eles entendam a situação e contribuam neste processo” esclareceu Renata de Souza.

O casal Amanda Larissa Feliciano dos Santos, 20 anos, e Gabriel Eustáquio Modesto Silva, 21 anos, também compartilham da experiência da prematuridade. Desde o dia 22 de outubro, eles acompanham cada evolução do pequeno Theo Gabriel no CTI Neo do CMI: “Ele já esta liberado da medicação e, hoje, ainda precisa do oxigênio” destacou o casal que mora no bairro Eldorado.

Pais de primeira viagem, eles ficaram surpresos com o parto repentino com 32/33 semanas gestação e como tudo que aconteceu rápido. Apesar de estar com o pré-natal em dia, Amanda perdeu bastante líquido amniótico, o que resultou na cesariana. “Mesmo fora da barriga, estamos curtindo este cuidado e atenção que nosso filho requer. A expectativa é que ele comece a mamar, ganhe mais peso e possa ir para casa,” disse Amanda.

Novembro Roxo

O novembro roxo, como também é conhecido, é um momento para refletir sobre as causas da prematuridade e como a assistência multidisciplinar e apoiada a tecnológica auxilia no desenvolvimento deste recém-nascido que nasceu antes da formação completa, abaixo de 37 semanas. Com isso, o CMI enfeitou o setor e bateu-papo com os pais e familiares que visitam a unidade sobre o assunto.