As unidades de pronto atendimento (UPA) de Contagem já estão se preparando para a época mais crítica do ano na área da saúde, o aumento dos atendimentos por casos de arboviroses (Dengue, Febre Amarela, Zika e Chikungunya). Com a alta das temperaturas e o aumento das chuvas, a previsão é que as unidades enfrentem mais uma vez a crescente demanda destas doenças.

O que em 2019 foi um desafio, para 2020 a ideia é que esta situação seja contornada de forma melhor. Com isso, iniciou nesta quinta feira 09 de janeiro, às 10h, no Complexo Hospitalar, a intervenção teatral “Dona Maria e a bicharada” com objetivo de conscientizar a população sobre os riscos das arboviroses e outras pragas urbanas e quais as formas de preveni-las.

A peça idealizada pelo Grupo de Teatro Agente em Cena será exibida toda segunda-feira. Nas terças e quintas-feiras, a equipe fará outras dinâmicas com o público e distribuirá folder informativo. As apresentações acontecerão sempre em dois horários, manhã e tarde, nas recepções PA Pediátrico, PA Obstétrico e Hospital Municipal de Contagem (HMC). As artistas são agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Contagem que desenvolvem ações de Educação e Saúde. Para atrair a atenção do público, elas aparecem caracterizadas de mosquito, cachorro, ratazana e escorpião, cantam e interagem com o público.

Além da ação com os cidadãos, gestores do CHC, UPA’s e da Secretaria de Saúde que fazem parte do Comitê de Arboviroses estão se reunindo quinzenalmente e alinhado diretrizes para o atendimento nas unidades de saúde no município.

“Já fizemos estudos de algumas situações e estamos acompanhando e monitorando os casos que já estão surgindo para implantarmos algumas mudanças no atendimento de acordo com os cenários que podem aparecer durante o surto das arboviroses, como aumento de profissionais, tenda de hidratação, entre outras assistências”, esclarece a gerente assistencial, Renata Mourão.

Valdermar da Silva Barbosa, 68 anos, veio para uma consulta no Hospital e curtiu o teatro enquanto aguardava para ser chamado. Segundo ele ainda há muitas pessoas que não fazem sua parte para manter a casa limpa e livre da dengue, com isso todos sofrem com os sintomas.

A intervenção teatral acontecerá até dia 27 de fevereiro no CHC e depois será realizada nas UPA’s de Contagem.

Serviço:

Campanha de conscientização sobre as arboviroses- intervenção teatral nos prontos atendimentos do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) 

Data: 09/01 até 27/02 – segundas, terças e quintas-feiras

Endereço: Av. João César de Oliveira, n° 4495 – Eldorado, Contagem/ MG

Horário: 10h e 14h

No intuito de apoiar o uso de práticas essenciais de cuidados maternos e perinatais, o Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir Nascimento deu início no mês de dezembro, às capacitações da equipe multidisciplinar (Obstetras, Pediatras, Preceptores da Residência da Obstetrícia e Pediatria, Anestesistas e Equipe  de Enfermagem ) para utilização do Checklist Nascimento Seguro.

Referência para a gestação de alto risco, sendo considerado como atenção de média e alta complexidade, o HMI, por meio do Núcleo Interno de Segurança do Paciente (NISP), fez o lançamento da implantação desse protocolo em junho deste ano e agora já deu início à parte prática. O treinamento do Checklist Nascimento Seguro da unidade foi iniciado in loco nos  setores de Pronto Socorro da Mulher (PSM), Pré Parto, Obstetrícia Posto 2 e Centro Cirúrgico, e foi ministrado pela enfermeira obstetra Juliana  Montalvão ( Preceptora da Residência de Enfermagem Obstétrica).

De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, dos 130 milhões de nascimentos que ocorrem todos os anos, cerca de 303 mil resultam na morte da mãe, 2,6 milhões são natimortos e outros 2,7 milhões de recém-nascidos morrem nos primeiros 28 dias após o nascimento.

Com o checklist estes números tendem a cair, visto que aborda as principais causas dos óbitos maternos como hemorragias, infecções, parto obstruído e hipertensão arterial, bem como dos bebês nascidos mortos relacionados com complicações perinatais (cuidados inadequados antes do nascimento) e mortes neonatais (asfixia no parto, infecções e complicações relacionadas com a prematuridade do parto).

O protocolo implantado no HMI  têm como referência o checklist do Parto Seguro da Organização Mundial de Saúde – OMS (WHO Safe Childbirth Check list), concebido como uma ferramenta para melhorar a qualidade dos cuidados dispensados às mulheres que dão à luz.

A enfermeira Lílian Maria Fernandes explica que o checklist é uma ferramenta simples que  garante que o paciente irá receber toda a assistência necessária. “Este checklist será utilizado para assegurar o uso de práticas essenciais de cuidados maternos e perinatais. Pois, ele trará dados importantes  preenchidos pelos profissionais de enfermagem e pela equipe médica”, afirmou.

Segundo a diretora técnica interina do HMI e coordenadora da obstetrícia, Luciene Bemfica, o treinamento do Checklist Nascimento Seguro da unidade será contínuo. “O intuito é capacitar todos os profissionais envolvidos, assegurando a adesão e comprometimento com esse protocolo tão importante, a fim de reduzir as taxas de morte materna e neonatais. É uma forma de garantir que o protocolo esteja sendo cumprido por toda nossa equipe, desde o momento em que a gestante é admitida no hospital até o momento de sua alta e do recém-nascido ”, finalizou.

No dia 09 de novembro, celebrou-se o dia do fonoaudiólogo. De acordo com a resolução do Conselho Federal de categoria, o fonoaudiólogo é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico, habilitação e reabilitação funcional da deglutição e gerenciamento dos distúrbios de deglutição.

No ano de 2019, foi possível aumentar a o número fonoaudiólogos na assistência do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) o que demonstra a importância deste profissional no ambiente hospitalar. Atualmente, a equipe multiprofissional conta com sete destes profissionais e três residentes na assistência para um atendimento de qualidade aos pacientes.

No Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho, a Fonoaudiologia atua na avaliação e reabilitação das funções da deglutição e fala dos adolescentes e adultos internados, com ampla participação nos casos clínicos graves e complexos, cada vez mais precocemente, visando melhores resultados funcionais para o paciente.

A assistência é prestada para os pacientes internados na Clínica Médica e Cirúrgica, Politraumatismo e CTI Adulto. A maior demanda é de pacientes que apresentam distúrbios da deglutição (disfagia) em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Traumatismo Cranioencefálico (TCE), Doenças Neurológicas, Respiratórias e Gastroesofágicas.

No Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, as fonoaudiólogas e residentes na disciplina que atuam no CTI Neonatal têm o papel de promover o desenvolvimento motor e oral dos prematuros garantido assim o sucesso da alimentação por via oral de maneira segura e eficaz. Tratando-se de recém-nascidos o objetivo principal é estimular o aleitamento materno e orientar gestantes e puérperas para esta atividade.

Há profissionais da área também que atendem os bebês e mães do Alojamento Conjunto e ambulatório realizando a Triagem Auditiva Neonatal (TAN). Popularmente conhecido como o teste da orelhinha, a TAN é um importante exame que deve ser feito, preferencialmente, nos primeiros 30 dias de vida do bebê, para a detecção de perda auditiva precoce.

Formada há 16 anos e trabalhando há quase oito anos no HMC, a fonoaudióloga, Carolina Galvão, relata que a escolha da profissão se deu pela vontade de ajudar o próximo e atuar na área da saúde. “Me sinto feliz por poder ajudar as pessoas e, principalmente, em sentir que o trabalho da fonoaudiologia faz diferença para os pacientes, pois reabilitamos e possibilitamos adaptações que permitem devolver aos pacientes, qualidade de vida com relação à alimentação e comunicação,” relatou Carolina Galvão.

Com a proximidade do Natal, as crianças internadas no Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir Nascimento (HMI), já estão vivenciando o clima de comemoração. Na sexta-feira, 13 de dezembro, os pequenos pacientes tiveram uma mudança em suas rotinas com momentos de descontração e alegria.

Integrantes do Projeto Cadu (dedicado a educação musical para crianças), proporcionaram muita diversão com apresentação de teatro com fantoches. A garotada pode assistir a contação de histórias com vários bonecos, que fizeram um  “Concurso musical”, interagindo com as crianças.

A paciente Sara Mel, de 6 anos, internada há uma semana na unidade, participou de uma das brincadeiras. “ Fiquei muito feliz de participar do teatro”, falou com entusiasmo. “Foi muito bom! Me distraí e nem vi o tempo passar”, pontuou Pedro Lucas, de 10 anos.

A musicista Marielle Mesquita, do Projeto Cadu, além de dar voz a maioria dos fantoches, tocou  e cantou para os pacientes. “ Fico muito feliz em participar de um projeto como este e poder levar alegria e carinho para as crianças através da musica”.

E a diversão continuou. Um grupo de amigos, com roupas de super-heróis e personagens infantis percorreu as enfermarias do hospital, distribuindo presentes, alegria, esperança e conforto aos enfermos. Homem-aranha, Super-homem, Mulher maravilha e as princesas Elza – do filme Frozen; Bela – da Bela e a Fera e Branca de Neve, personagens de filmes e livros infantis, levaram encantamento para as crianças e acompanhantes. Todos queriam tirar fotos com seus personagens favoritos.

A jornalista e atriz, Verissa Noleto – que se vestiu de Elza -, contou que a ideia de levar um pouco de alegria para as crianças internadas, surgiu após o nascimento de seu filho. “Quando meu filho nasceu, saudável, foi uma espécie de ̈chamado ̈ para realizar esse tipo de trabalho. Este é o segundo ano que participo dessa ação, e pretendo vir mais vezes para ver a alegria no rosto dessas crianças em tratamento”, concluiu.

Júlia Almeida, de 10 anos gostou da ação. “Fiquei muito feliz em ver as princesas  e ganhar presente”.

Segundo a psicóloga do HMI, Suely Faria,  é importante trazer esse tipo de ação ao ambiente hospitalar, principalmente em época festiva como o Natal. “Esse tipo de atividade lúdica é essencial no processo de recuperação do paciente. Esse trabalho realizado com a equipe multidisciplinar, fortalece o compromisso com a humanização,  e contribui para uma maior interação tanto dos pacientes com seus familiares como da equipe de profissionais”, explicou Suely. “Ficamos muito satisfeitos em receber esses grupos que trouxeram muita alegria e conforto para as crianças internadas. É uma iniciativa que será sempre bem-vinda”, destacou o diretor geral, Márcio Gramosa. 

O Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) realizou entre os dias 25 e 27 de novembro, a 6ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da unidade, com o objetivo de conscientizar os colaboradores a assuntos ligados à segurança, saúde no trabalho e qualidade de vida. Com palestras no auditório e corredor do centro cirúrgico do Huapa, a semana abrangeu os turnos vespertino e noturno de trabalho. A Sipat foi organizada pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Huapa, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico Por Imagem (Fidi).

A advogada Érika Belém abriu a programação falando sobre assédio moral no ambiente de trabalho, detalhando seus tipos mais comuns, consequências e como levar casos como esse perante a justiça. A advogada também respondeu algumas dúvidas dos participantes sobre o assunto. Em seguida, um grupo de colaboradoras do Huapa encenou um teatro sobre a saúde mental dos trabalhadores, com situações rotineiras que podem afetá-la. 

À noite, a especialista em Psicopatologia, Vanessa Favoretto, palestrou sobre o suicídio. O mesmo tema abriu o segundo dia (26) de atividades da Sipat, exposto pela psicóloga Michelly Marthinely. Ambas mostraram como reconhecer os sinais, fatores de risco, como prevenir que uma pessoa cometa o ato e quando buscar uma ajuda profissional. O médico do trabalho da unidade, Alex Sandro Bemfica Neves, ministrou aos participantes do turno noturno palestra sobre doenças osteomusculares – caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que podem atingir os trabalhadores de várias categorias profissionais -, geralmente relacionadas ao trabalho e ainda deu dicas de como prevení-las. 

Fechando a semana, no dia 27, o nutricionista Fabrício da Costa, falou sobre alimentação saudável. Enquanto a palestra acontecia, os participantes puderam medir a glicemia e o índice de massa corporal, além de passar por uma avaliação de peso. Já a noite, o técnico em Radiologia, Chade Maranhão, falou sobre Radioproteção e Diagnóstico Clínico. A semana foi encerrada com sorteio de brindes.

Profissionais da saúde e estudantes da área da saúde de Contagem participaram nesta sexta-feira (29/11) do I Simpósio do Serviço de Cuidados com a Pele do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) do município. Com o tema “Lesão por Pressão, conhecer para prevenir” o evento teve como objetivo ampliar o conhecimento e fortalecer as boas práticas no assunto.

As lesões por pressão conhecidas popularmente por escaras e também chamadas por muitos profissionais de saúde por úlcera de pressão, são lesões que podem surgir na pele do paciente restrito ao leito. Segundo a Anvisa, este mal é o terceiro evento adverso mais notificado no Brasil, trata-se de um problema de saúde pública, gerando impactos negativos para o paciente, família e instituições de saúde.

Na abertura do encontro realizado na Nova Faculdade, no bairro Cidade Industrial, estiveram compondo a mesa de autoridades: a diretora regional IGH, Ana Kecia Xavier, o diretor da nova faculdade Pablo Bittencourt, o assessor da Superintendência de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Vinícius Oliveira Pimenta, o vereador Bruno Barreiro e a enfermeira do Serviço de Cuidados com a Pele e presidente da comissão organizadora do Simpósio, Sheila Oliveira Dias Brandão.

Lesões por pressões

O evento contou com palestras de profissionais especialistas na assistência relacionada às lesões por pressão. A primeira a falar foi a enfermeira dermatológica e especialista em urgência e emergência e Saúde Coletiva, mestranda e membro do grupo de coloproctologia e distúrbios de defecação da UFMG, Marcela Monteiro Pinheiro.  

Ela abriu a exposição abordando as principais mudanças nos conceitos ocorridas em 2016 no âmbito mundial e apresentou a classificação das principais lesões por pressão. “Atualmente o termo a ser usado é lesão ao invés de úlcera que foi utilizado até recentemente,” destacou Marcela Pinheiro.

Outro palestrante convidado foi Carlos Tonázio. Ele é estomoterapeuta e mestre em Bioengenharia pela UFMG, capitão enfermeiro coordenador do serviço especializado em feridas do Hospital da Polícia Militar e criador do canal do Youtube: Bate-papo com o estomaterapeuta que possui mais de 380 mil visualizações. 

O especialista abordou sobre as principais evidências científicas para a prevenção e tratamento das lesões por pressão. “Médicos e enfermeiros tem que estarem antenados no que diz respeito das boas praticas e métodos comprovados por pesquisas para atuarem de assistência de forma precisa,” ressaltou Carlos Tonázio.

Fizeram parte da programação do Simpósio ainda, as aulas sobre Lesão de kennedy: os limites do tratamento intervencionista, apresentada pela cirurgiã plástica do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Ellen Santos; “DAI x lesão por pressão diagnóstico diferencial e manejo da DAI”, com o enfermeiro especialista em urgência e emergência e membro do serviço de integridade cutânea da FHSFA, Tiago Lander Da Silva; “Terapia por pressão negativa (TPN) em feridas de alta complexidade” com o enfermeiro referência da linha cirúrgica nas especialidades cirurgia geral, cirurgia plástica e neurocirurgia, Wagner Oséas Corrêa; e “Lesão por pressão: a importância da intervenção nutricional” com a mestre em ciências aplicadas à saúde do adulto pela UFMG e especialista em nutrição parenteral e enteral pela Braspen / SBNPE, Jeniffer Danielle Machado Dutra.

Além da apresentação dos palestrantes, os participantes puderam conferir o Workshop Inovações na Cicatrização realizado pelos alunos do 5° período de Enfermagem da disciplina Lesão Cutânea da Nova Faculdade, coordenado pela professora Láyza Machado Braga.

Para a coordenadora de Enfermagem da Clínica Médica e Cirurgia do HMC, Claretice Souza, o Simpósio foi ótimo, pois as lesões por pressões é uma realidade da rotina assistencial uma vez que muitos pacientes passam por internações. “Foi muito interessante as palestras, tivemos contato com muito conhecimento e a possibilidade de atualizarmos nesta temática,” disse.

Pré-evento

Nos dias que antecederam o Simpósio, 27 e 28 de novembro, os colaboradores do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) passaram por uma vivência sobre o tema no auditório da unidade. A equipe do Serviço de Cuidados com a Pele e representantes de insumos para o tratamento de lesões montaram mesas expositoras visando ampliar o conhecimento e esclarecer dúvidas sobre o assunto.

A tarde desta quinta-feira, 21 de novembro, foi movimentada na pediatria do  Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI). As crianças internadas na unidade receberam a visita dos pilotos Allam Khodair e César Ramos, da Blau Motorsport, equipe da Stock Car.

Já é uma tradição, a equipe visitar hospitais infantis, na cidade em que participam de provas. Desta vez, as crianças do HMI foram contempladas. Além de conhecerem os pilotos, elas ganharam presentes, bonés oficiais da equipe autografados, além de tirar fotos com os profissionais.

O garoto Isaias, de 9 anos, é fã de corridas, não perde um jogo no celular. “Nossa, foi muito bom conhecer os pilotos!”, falou com entusiasmo. Davi, de 8 anos ficou muito feliz. “Achei ótimo essas visitas! Tirei foto e já até postei no face”.  Guilherme, de 12 anos, ficou surpreso. “Nunca pensei que fosse conhecer pilotos da Stock Car de perto, tirar fotos com eles. Ainda mais aqui no hospital. Foi muito massa!”, afirmou o garoto.  E não foram só os pequenos que apreciaram a visita. Ana Carolina, mãe de um paciente é fã dos navegadores e se emocionou quando os viu entrando no leito de enfermaria. “Meu sonho era conhecê-los e hoje realizei o meu sonho. Achei emocionante!”

“ É muito legal essa ação, que é um projeto do nosso patrocinador. Faz diferença para os pacientes, para a família. É bem gratificante essa troca de energia. É especial para nós”, pontuou Allam. “ Sempre saio realizado depois do contato com as crianças. É muito bom poder trazer um conforto, colocar um sorriso no rosto dessa garotada”, ressaltou César.

Os diretores da unidade, Márcio Gramosa – geral e Sara Gardênia – técnica, acompanharam os visitantes no hospital. “Eles trouxeram alegria e descontração para as crianças internadas na unidade”, disse Márcio. “É importante para nossos pequenos pacientes, momentos de alegria como esse. Quebra a rotina, e torna o ambiente hospitalar menos traumático, mais feliz e humanizado”, afirmou Sara.

Com o objetivo de chamar atenção para o problema de saúde, no Brasil e no mundo, que a prematuridade, o dia 17 de novembro foi eleito para abordar o assunto e conscientizar a população. Um em cada 10 bebês nasce prematuro. São 340 mil prematuros nascendo todo ano no Brasil, muitos deles não sobrevivem ou ficam com algum tipo de sequela.

A pequena Helena nasceu no dia 20 de outubro e faz parte desta estatística. Aos seis meses de gestação, a mãe, Michele Izabel dos Santos, de 24 anos, passou mal e deu a luz a sua filha. “Não foi fácil viver isso tudo, mas tenho fé que tudo ocorreu como tinha que ser. Tive o privilégio de ser parto normal e colocar minha menina no colo, por alguns minutos, antes de ir para incubadora. Agora venho todos os dias ver e ajudar minha Helena crescer mesmo que fora da barria,” contou Michele que acompanha a recém nascida no CTI Neonatal do CMI.

Unidade referência

Inaugurado em 2016, o Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus é uma referência na assistência ao prematuro e à família deste bebê, no município e região. A unidade conta com 20 leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI), dez (10) unidades de cuidados intermediários (UCI) e leitos de Canguru. Por mês, são 22 prematuros admitidos no CTI Neonatal.

Segundo o coordenador médico do CTI Neonatal, Frederico de Melo Nascimento, os prematuros apresentam problemas de saúde variados (sistema respiratório, circulatório, renal, etc) devido ao interrompimento da gestação. Com isso, necessitam de monitoração constante e atendimento especializado em diversas áreas – neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional, entre outros. “Após o parto, a incubadora passa a fazer o papel do útero e a equipe de profissionais auxilia para que o bebê continue se desenvolvendo,” completou do Dr. Frederico Nascimento.

“Aqui, o bebê recebe todo o suporte para que atinja condições de saúde ideais e retorne para o lar com qualidade de vida,” explica a coordenadora de Enfermagem do CTI Neo, Renata Aparecida de Souza. O apoio também é direcionado para mãe e familiares, pois é um momento de fragilidade. “É preciso que eles entendam a situação e contribuam neste processo” esclareceu Renata de Souza.

O casal Amanda Larissa Feliciano dos Santos, 20 anos, e Gabriel Eustáquio Modesto Silva, 21 anos, também compartilham da experiência da prematuridade. Desde o dia 22 de outubro, eles acompanham cada evolução do pequeno Theo Gabriel no CTI Neo do CMI: “Ele já esta liberado da medicação e, hoje, ainda precisa do oxigênio” destacou o casal que mora no bairro Eldorado.

Pais de primeira viagem, eles ficaram surpresos com o parto repentino com 32/33 semanas gestação e como tudo que aconteceu rápido. Apesar de estar com o pré-natal em dia, Amanda perdeu bastante líquido amniótico, o que resultou na cesariana. “Mesmo fora da barriga, estamos curtindo este cuidado e atenção que nosso filho requer. A expectativa é que ele comece a mamar, ganhe mais peso e possa ir para casa,” disse Amanda.

Novembro Roxo

O novembro roxo, como também é conhecido, é um momento para refletir sobre as causas da prematuridade e como a assistência multidisciplinar e apoiada a tecnológica auxilia no desenvolvimento deste recém-nascido que nasceu antes da formação completa, abaixo de 37 semanas. Com isso, o CMI enfeitou o setor e bateu-papo com os pais e familiares que visitam a unidade sobre o assunto.

A Maternidade José Maria de Magalhães Neto, referência neonatal na Bahia, ampliou o número de leitos para bebês prematuros. Agora, a unidade estará equipada com 30 leitos com esse perfil. A inauguração contou com a presença da subsecretária de Saúde do Estado, Thereza Paim, e o superintendente do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), Paulo Bittencourt.

“São mais seis leitos agora concretizados e essa iniciativa chega bem no mês da prematuridade. Esses 30 leitos vão fazer bastante diferença, trazendo impacto positivo na sobrevida desses prematuros. São bebês que nascem antes das 37 semanas mas estamos priorizando os bebês até 1,3 quilos. A gente agradece a parceria do IGH que tem feito a diferença na gestão da maternidade”, destacou.

Para Paulo Bittencourt, a gestão do IGH trouxe ainda mais eficiência e humanização à unidade que possui cerca de 250 leitos. “Essa já era uma unidade de referência para população de todo o Estado e conseguimos melhorar ainda mais a assistência com a implantação da nossa cultura organizacional baseada na resolutividade e humanização no atendimento. Com a implantação desses novos leitos, a gente reforça a importância desse equipamento para população”, comemorou.

No próximo dia 17 de novembro, acontece a 1ª Corrida e Caminhada do Coração e 3ª PanKids, que terão a renda das inscrições destinada ao Centro de Reabilitação de Fissuras Lábio Palatinas (Cerfis) do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI).

A ação é da Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), Ice & Sports e Sociedade Brasileira de Cardiologia – Goiás, em comemoração ao Dia Mundial do Coração (celebrado em 29 de setembro). Com percurso de 5 km e 10 km, com caminhada de 5 km, as inscrições serão encerradas dois dias antes do evento. Para se inscrever e obter mais informações sobre o evento, basta acessar o site www.ativo.com

Ao fazer a inscrição, cada pessoa estará contribuindo com uma causa maior, que é ajudar as pessoas que dependem do atendimento e procedimentos do Cerfis. “A renda que será doada ao HMI ajudará na compra e reparos de equipamentos, bem como na melhoria da estrutura física do Centro de Reabilitação, melhorando o atendimento e tratamento  dos nossos pacientes”, afirma a diretora técnica do hospital, Sara Gardênia.

A dona de casa Natiele de Paula Martins e o auxiliar de expedição Marcelo dos Santos, pais do paciente Marcelo Martins, de nove anos, ficaram felizes em saber que o Centro de Reabilitação contará com esse apoio. “Sou muito grata a toda equipe do Cerfis! Aqui parece coração de mãe, com o acolhimento que recebemos”, destacou.

Natiele ficou sabendo que seu filho tinha fissura do lábio e palato, quando ele nasceu. Porém no próprio hospital, o médico que fez o parto já orientou que os pais procurassem o Cerfis. “A recepção que tivemos foi maravilhosa. Recebemos apoio psicológico e orientações”, revelou.

O garotinho passou por duas cirurgias. A primeira, quando tinha oito meses e a segunda com um ano e sete meses. Hoje, o sinal é quase imperceptível. “Ficou muito bom”, falou o pai. Agora, o pequeno Marcelo, tem acompanhamento todo mês pelos profissionais do Centro.

História do Cerfis – Desde 1990, o HMI conta com o trabalho de uma equipe multidisciplinar que atua na reabilitação de pacientes que nascem com a fenda palatina (chamada popularmente de lábio leporino).

Com um trabalho totalmente gratuito, o Cerfis tem por objetivo acolher, cadastrar, tratar e reabilitar os portadores de Fissuras de Lábio e ou Palato. Seu compromisso é devolver a saúde, a autoestima e o sorriso aos pacientes.

Mais de 6 mil pacientes estão cadastrados atualmente no Cerfis. Segundo a coordenadora do setor, a ortodontista Flávia Aline Jesuíno, são realizados cerca de 500 atendimentos e realizadas em torno de 20 cirurgias plásticas ao mês.

Além de Goiânia e de cidades do interior do estado, o centro atende pacientes vindos do Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Pará, Acre, Bahia e Minas Gerais. O trabalho é realizado em diversas etapas que envolvem cirurgias plásticas reparadoras, cirurgias odontológicas e acompanhamento odontológico, fonoaudiológico e psicológico específicos e a longo prazo, ou seja, o acompanhamento ao paciente vai desde o início, ainda bebê,  até a fase adulta.