Há um ano, em janeiro de 2019, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) iniciava, junto da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a gestão compartilhada dos serviços de saúde da rede pública de urgência e emergência em Contagem. Entre os desafios estavam: ofertar uma assistência à saúde de qualidade para os cidadãos contagenses por meio de uma equipe multiprofissional comprometida com o próximo e com a gestão municipal.

Ao longo deste período muitas mudanças ocorreram e frutos positivos fossem contabilizados nas unidades que fazem parte desta rede, conquistando melhorias no atendimento ao usuário de Contagem. “O engajamento no trabalho e o compromisso dos colaboradores com a organização e seus objetivos fez com que bons resultados, principalmente, a qualidade na assistência fosse aperfeiçoada,” destacou a diretora regional do IGH em Minas Gerais, Ana Kécia Xavier.

A adequação de capital humano, conforme preconizado nas normativas vigentes, como a incorporação de categorias que não faziam parte do quadro como: assistentes sociais, nutricionistas, técnico de tecnologia da informação (TI), auxiliar de almoxarifado, profissionais para manutenção, etc, trouxeram melhorias tanto para equipe interna de atendimento, como a assistência aos usuários.

Atualmente, o IGH conta com quase dois mil profissionais contratados entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, farmacêuticos, nutricionistas e toda equipe administrativa (recepção, portaria, auxiliares administrativos) distribuídos no Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) e nas cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Aperfeiçoamento e qualidade assistencial

Durante os meses que se passaram, dezenove serviços foram implantados para aperfeiçoamento e qualidade da assistência à saúde pública em Contagem. Entre eles estão a qualificação dos núcleos temáticos (Segurança do Paciente, Educação Permanente, etc) e ampliação da abrangência das Comissões Internas (SCIH, Biossegurança, CIHDOTT, CIGRESS, CIPA, entre outras). O Prontuário Eletrônico em todas as unidades também fizeram parte dos avanços nos processos assistenciais, assim como a implementação de farmácias satélites nas UPAs.

Outra novidade inserida no último ano foi o Núcleo Interno de Regulação (NIR), que teve como objetivo fazer a regulação interna e externa dos pacientes; o gerenciamento das diferentes ofertas de atendimentos hospitalares (internações, cirurgias, exames, atendimentos de urgências e ambulatório); a otimização da utilização dos leitos; e redução do tempo médio de permanência dos pacientes, sem prejuízo na qualidade da assistência.

A rede de urgência e emergência também foi provida de ambulâncias nas modalidades de Unidade de Suporte Avançada (USA) e Unidade de Suporte Básico (USB) que somaram uma média de 1.700 transportes por mês, trazendo mais dinamismo para este serviço.

Mais atendimentos

Com o início do contrato muitos indicadores assistenciais passaram a serem monitorados mensalmente a fim de garantir a progresso na qualidade da assistência prestado aos munícipes de Contagem. 

“A disponibilização de informação apoiada em dados válidos e confiáveis é condição essencial para a tomada de decisões baseadas em evidências e para organização dos serviços de saúde. Dessa forma, os indicadores são ferramentas essenciais para o acompanhamento temporal dos resultados alcançados e também devem orientar a gestão quanto aos problemas enfrentados e no monitoramento de soluções implementadas,” esclareceu a coordenadora de Produção Assistencial, Franciane Esteves.

A ampliação da oferta de exames foi um resultado obtido com a gestão dos Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico pela Organização de Saúde. Para se ter uma ideia, enquanto que em 2018 foram realizados 448 ecocardiografia transtorácica, em 2019 estes procedimento foram executados 1.920 vezes, o que representa um crescimento de 331%. Este aumento na oferta também foi percebido nos exames cintilografia (178%), ressonância magnética (57%), entre outros.

O crescente número dos atendimentos assistenciais foi apontado nas internações no comparativo entre os dois últimos anos. No Centro Materno Infantil (CMI) eles subiram em 12%. Em 2018 foi realizada uma média mensal de 828 internações e, em 2019, a média mensal foi para 941. No Hospital Municipal de Contagem (HMC) o aumento foi de 14%. A média mensal de 2018 de 665 internações foi para 769, em 2019. No ano passado também foram iniciadas as obras para instalações de 42 leitos da Clínica Média, o que possibilitará mais atendimentos.

Unidade de alta complexidade, o Complexo Hospitalar é que concentra a produção cirúrgica do município, a qual também foi expandida em 2019, se comparado com os números de 2018. 

No CMI o aumento foi de 30% na produção cirúrgica e, no HMC, foi de 22%. A unidade que faz parte da Rede Cegonha e do Programa Hospital Amigo da Criança realizou em 2019 a média mensal de 427 partos normais e cesáreas.

UPAs

As Unidades de Pronto Atendimento também alcançaram no conjunto crescimento no número de atendimentos ao longo do ano decorrido, com adequação das equipes médicas e multiprofissionias e melhoria na oferta dos demais serviços necessários para uma assistência de qualidade. Veja como foi a média mensal de atendimentos por classificação de risco em 2018 e 2019:

 20182019
JK1000212348
Petrolândia36456093
Ressaca64576421
Sede28063541
Vargem das Flores63736935

As unidades JK, Sede, Ressaca e Petrolândia passaram por melhorias estruturais e algumas ainda encontram-se em reforma, buscando aperfeiçoar o melhor acolhimento aos usuários do sistema. Em abril de 2019 a UPA Petrolândia abriu leitos de pediatria e, com isso, o local passou a ofertar atendimento a crianças menores de 12 anos.

Outra novidade na assistência de saúde pública da Prefeitura de Contagem sob gestão do IGH foi a descentralização do atendimento à profilaxia pós exposição (PEP) Sexual e Ocupacional para as UPAs Petrolândia, Ressaca e Vargem das Flores.

A criação do programa “UPA Informa” na UPA JK, com plantões de quatro em quatro horas, com intuito de informar a situação na Unidade aos pacientes e acompanhantes garantiu mais transparência para os usuários que aguardam pelo atendimento. Mais um ganho em 2019 para a saúde pública municipal de Contagem.

Reconhecimento

Elogios e agradecimentos espontâneos têm sido registrados nas redes sociais e os canais oficiais da Prefeitura e do IGH pela população que já foi atendida ou acompanhou familiar nas unidades.

No último mês quem deixou sua mensagem de gratidão a equipe do HMC foi Marisa Paula. Ela ficou feliz com toda a assistência dada durante a internação do pai. Sandro da Silva Moraes também prestigiou a celeridade do seu tratamento e os serviços prestados pelos colaboradores da UPA JK, do HMC e do programa de internação domiciliar o qual fez parte para se recuperar de uma queda em sua residência. 

Maria das Graças Almeida Siqueira também fez seu elogio a todos os profissionais envolvidos na assistência prestada a filha, Joelma Aparecida Siqueira Cordeiro, que ficou sob os cuidados da UPA Ressaca.

“Gostaria de agradecer pelo ótimo atendimento, especialmente ao Serviço Social e também aos enfermeiros e médicos”, disse Zenade da Silva Moreira ao registrar elogio pelo atendimento prestado a sua mãe, Maria Moreira Bastos, que esteve internada por 15 dias na UPA Gleba A em Camaçari – BA.
Zenade contou que logo após o internamento na UPA, sua mãe foi encaminhada na ambulância avançada para uma Unidade de Referência e agradeceu a equipe do Serviço Social pela atenção e eficiência ao ajudá-la neste processo.
Ao receber o elogio, a assistente social Maria Eugênia Marcovaldi, plantonista na unidade, destacou a importância deste retorno positivo. “Realizar o nosso trabalho com dedicação, mesmo diante de tantos desafios e ao final de tudo sermos reconhecidas pelo nosso empenho, nos motiva a seguir em frente, não esquecendo que o resultado positivo é sempre fruto do trabalho em equipe”, salientou.
Para a coordenadora de serviço social da unidade, Vanessa Costa, é gratificante receber esse retorno positivo da população camaçariense. “Essa resposta é fruto do investimento no aprimoramento das equipes para melhor acolher e assistir aos usuários que buscam atendimento na UPA Gleba A/Gravatá”, finalizou. 

Nesta semana, foi implantado um novo sistema de cadastro biométrico na UPA Gleba A em Camaçari – BA. O objetivo é garantir a identificação segura do paciente.
A identificação correta do paciente é importante para a sua segurança, impactando na qualidade do cuidado oferecido em instituições de atendimento à saúde, diminuição do risco potencial para ocorrência de erro na emissão de resultados ou laudos.
“A implantação da biometria na UPA vem afirmar a responsabilidade do cuidado com a vida em conformidade as metas da OMS”, salientou a enfermeira Cleide Bispo, membro do Comitê de Segurança da UPA Gleba A.
A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.
Com a implantação do cadastro biométrico, os atendimentos médicos também ficarão mais rápidos e eficazes. “O intuito também é agilizar o atendimento. Não sendo mais necessária a busca manual de cadastro, por meio da biometria o paciente é rapidamente identificado pelo sistema”, explicou Maroilton Carneiro, profissional de TI da UPA Gleba A.
A paciente Cosme Santana da Silva, 46 anos, deixou a sua nota de elogio referente ao sistema implantado. “Gostei muito da melhoria, mostra o cuidado com os pacientes e é uma forma de mostrar que a UPA está se preocupando e nos valorizando”, disse.

Colaboradores do Hospital Municipal de Contagem (HMC) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) participam nesta última semana de janeiro, em São Paulo, da capacitação para implementação do Projeto Lean nas Emergências, uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio Libanês. O curso tem como objetivo reduzir a superlotação dos serviços de urgência e emergência do SUS.

O HMC foi selecionado juntamente com outros 39 hospitais do Brasil para fazer parte do quarto ciclo de treinamentos que aborda uma filosofia de gestão voltada para melhoria de processos baseado em tempo e valor, desenhada para assegurar fluxos contínuos e eliminar desperdícios e atividades de baixo valor agregado.

“O Lean tem origem no Japão, mais precisamente na produção da empresa Toyota e tem como finalidade enxugar os processos, ou seja, produzir mais com o recurso que tem. Na unidade hospitalar, a ideia é atender toda a demanda que chega ao Pronto Atendimento de forma eficiente, diminuindo o período de internação que impacta na lotação da unidade,” esclareceu o coordenador de Produção Assistencial do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), Jean Santana.

Participam do Projeto Lean: a diretora Regional do IGH em Minas, Ana Kécia Xavier, o diretor do CHC, Flávio Santos, as coordenadoras de Enfermagem do HMC e do Pronto Socorro, Betânia Claudiano e Amanda de Abreu Barbosa, o coordenador Médico do Pronto Socorro Adulto, André Luiz Otoni, o responsável técnico do HMC, Mário Corteletti, o coordenador de Produção Assistencial CHC, Jean Santana e o superintendente de Urgência da SMS, Vinicius Oliveira Pimenta.

Para a coordenadora de Enfermagem do HMC, Betânia Claudiano, que esteve no curso na terça e quarta-feira, o projeto trará oportunidades de melhoria do processo de trabalho: otimização da mão de obra, redução de custos e, principalmente, promoção na qualidade assistencial. “Foram dois dias de intenso trabalho, muito aprendizado e troca de experiências com profissionais de hospitais de todo país. Teremos muito trabalho nos próximos meses, mas certamente colheremos bons frutos,” ressaltou.

Um diagnóstico já foi feito no Pronto Socorro do HMC e a partir de fevereiro a unidade receberá visitas das equipes do Hospital Sírio-Libanês, para implementação da metodologia em Contagem, junto dos colaboradores participantes do treinamento.

Nutricionista do HMI dá dicas para evitar que a flexibilidade vire bagunça na alimentação da criançada

As férias escolares são um período de quebra da rotina da criançada. Os horários ficam mais flexíveis e a agenda dos pequenos fica cheia de atividades repletas de diversão, com viagens e passeios. Com isso, a alimentação também pode sofrer alterações. As crianças podem consumir mais guloseimas, fast-foods e produtos industrializados que contém alto teor de sódio, açúcar e gordura. Além de maior possibilidade de indigestão, mal-estar e problemas intestinais, as crianças podem desenvolver reações alérgicas a esses produtos. Portanto, é importante que os pais redobrem a atenção para manter bons hábitos alimentares, com um cardápio que seja capaz de repor as energias gastas nas brincadeiras.

De acordo com a nutricionista do Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI), Fernanda Cabral, que atende a clínica de pediatria e a UTI Neonatal da unidade, é importante que os pais ou o acompanhante responsável ofereçam frutas e verduras, desde o momento em que a criança está no período da introdução alimentar. “A alimentação precisa ser variada desde cedo, sem excesso de temperos e alimentos industrializados em geral como biscoitos recheados e salgadinhos prontos. Para estimular a criança a comer, é sempre bom oferecer os alimentos de diversas formas com preparações diferentes”, orienta.

No verão, a nutricionista aconselha que a alimentação das crianças tenha alimentos mais frescos. “Os pais podem fazer picolés caseiros de frutas e sucos naturais, evitando assim aqueles sucos industrializados de caixinha ou em pó, evitar também o excesso de açúcar. Como opção de lanche, os pais podem oferecer salada de frutas e sanduíches naturais”. Nesta época do ano, também crescem os casos de gripes, resfriados e doenças respiratórias. Em relação à imunidade, a nutricionista explica que esses alimentos saudáveis fazem com que a criança reforce naturalmente seu sistema imunológico. 

Alergias alimentares – Conforme informações da ONG norte-americana Food Allergy Research & Education, a cada três minutos, uma pessoa no mundo vai parar na emergência de um hospital devido a uma crise alérgica. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) informa que a alergia alimentar causa nas pessoas reações adversas a um determinado alimento, envolvendo um mecanismo imunológico com apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrointestinal e respiratório. As reações podem ser leves, como simples coceira nos lábios, até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A nutricionista Fernanda Cabral instrui que se a criança apresentar uma reação diferente ao alimento, como vômitos, diarreias ou febre, é importante que os pais a levem ao pediatra para que o profissional avalie e encaminhe a criança ao especialista. “A partir do diagnóstico do especialista, o nutricionista pode sugerir uma dieta mais adequada”, finaliza.

As unidades de pronto atendimento (UPA) de Contagem já estão se preparando para a época mais crítica do ano na área da saúde, o aumento dos atendimentos por casos de arboviroses (Dengue, Febre Amarela, Zika e Chikungunya). Com a alta das temperaturas e o aumento das chuvas, a previsão é que as unidades enfrentem mais uma vez a crescente demanda destas doenças.

O que em 2019 foi um desafio, para 2020 a ideia é que esta situação seja contornada de forma melhor. Com isso, iniciou nesta quinta feira 09 de janeiro, às 10h, no Complexo Hospitalar, a intervenção teatral “Dona Maria e a bicharada” com objetivo de conscientizar a população sobre os riscos das arboviroses e outras pragas urbanas e quais as formas de preveni-las.

A peça idealizada pelo Grupo de Teatro Agente em Cena será exibida toda segunda-feira. Nas terças e quintas-feiras, a equipe fará outras dinâmicas com o público e distribuirá folder informativo. As apresentações acontecerão sempre em dois horários, manhã e tarde, nas recepções PA Pediátrico, PA Obstétrico e Hospital Municipal de Contagem (HMC). As artistas são agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Contagem que desenvolvem ações de Educação e Saúde. Para atrair a atenção do público, elas aparecem caracterizadas de mosquito, cachorro, ratazana e escorpião, cantam e interagem com o público.

Além da ação com os cidadãos, gestores do CHC, UPA’s e da Secretaria de Saúde que fazem parte do Comitê de Arboviroses estão se reunindo quinzenalmente e alinhado diretrizes para o atendimento nas unidades de saúde no município.

“Já fizemos estudos de algumas situações e estamos acompanhando e monitorando os casos que já estão surgindo para implantarmos algumas mudanças no atendimento de acordo com os cenários que podem aparecer durante o surto das arboviroses, como aumento de profissionais, tenda de hidratação, entre outras assistências”, esclarece a gerente assistencial, Renata Mourão.

Valdermar da Silva Barbosa, 68 anos, veio para uma consulta no Hospital e curtiu o teatro enquanto aguardava para ser chamado. Segundo ele ainda há muitas pessoas que não fazem sua parte para manter a casa limpa e livre da dengue, com isso todos sofrem com os sintomas.

A intervenção teatral acontecerá até dia 27 de fevereiro no CHC e depois será realizada nas UPA’s de Contagem.

Serviço:

Campanha de conscientização sobre as arboviroses- intervenção teatral nos prontos atendimentos do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) 

Data: 09/01 até 27/02 – segundas, terças e quintas-feiras

Endereço: Av. João César de Oliveira, n° 4495 – Eldorado, Contagem/ MG

Horário: 10h e 14h

No intuito de apoiar o uso de práticas essenciais de cuidados maternos e perinatais, o Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir Nascimento deu início no mês de dezembro, às capacitações da equipe multidisciplinar (Obstetras, Pediatras, Preceptores da Residência da Obstetrícia e Pediatria, Anestesistas e Equipe  de Enfermagem ) para utilização do Checklist Nascimento Seguro.

Referência para a gestação de alto risco, sendo considerado como atenção de média e alta complexidade, o HMI, por meio do Núcleo Interno de Segurança do Paciente (NISP), fez o lançamento da implantação desse protocolo em junho deste ano e agora já deu início à parte prática. O treinamento do Checklist Nascimento Seguro da unidade foi iniciado in loco nos  setores de Pronto Socorro da Mulher (PSM), Pré Parto, Obstetrícia Posto 2 e Centro Cirúrgico, e foi ministrado pela enfermeira obstetra Juliana  Montalvão ( Preceptora da Residência de Enfermagem Obstétrica).

De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, dos 130 milhões de nascimentos que ocorrem todos os anos, cerca de 303 mil resultam na morte da mãe, 2,6 milhões são natimortos e outros 2,7 milhões de recém-nascidos morrem nos primeiros 28 dias após o nascimento.

Com o checklist estes números tendem a cair, visto que aborda as principais causas dos óbitos maternos como hemorragias, infecções, parto obstruído e hipertensão arterial, bem como dos bebês nascidos mortos relacionados com complicações perinatais (cuidados inadequados antes do nascimento) e mortes neonatais (asfixia no parto, infecções e complicações relacionadas com a prematuridade do parto).

O protocolo implantado no HMI  têm como referência o checklist do Parto Seguro da Organização Mundial de Saúde – OMS (WHO Safe Childbirth Check list), concebido como uma ferramenta para melhorar a qualidade dos cuidados dispensados às mulheres que dão à luz.

A enfermeira Lílian Maria Fernandes explica que o checklist é uma ferramenta simples que  garante que o paciente irá receber toda a assistência necessária. “Este checklist será utilizado para assegurar o uso de práticas essenciais de cuidados maternos e perinatais. Pois, ele trará dados importantes  preenchidos pelos profissionais de enfermagem e pela equipe médica”, afirmou.

Segundo a diretora técnica interina do HMI e coordenadora da obstetrícia, Luciene Bemfica, o treinamento do Checklist Nascimento Seguro da unidade será contínuo. “O intuito é capacitar todos os profissionais envolvidos, assegurando a adesão e comprometimento com esse protocolo tão importante, a fim de reduzir as taxas de morte materna e neonatais. É uma forma de garantir que o protocolo esteja sendo cumprido por toda nossa equipe, desde o momento em que a gestante é admitida no hospital até o momento de sua alta e do recém-nascido ”, finalizou.

No dia 09 de novembro, celebrou-se o dia do fonoaudiólogo. De acordo com a resolução do Conselho Federal de categoria, o fonoaudiólogo é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, diagnóstico, habilitação e reabilitação funcional da deglutição e gerenciamento dos distúrbios de deglutição.

No ano de 2019, foi possível aumentar a o número fonoaudiólogos na assistência do Complexo Hospitalar de Contagem (CHC) o que demonstra a importância deste profissional no ambiente hospitalar. Atualmente, a equipe multiprofissional conta com sete destes profissionais e três residentes na assistência para um atendimento de qualidade aos pacientes.

No Hospital Municipal de Contagem (HMC) José Lucas Filho, a Fonoaudiologia atua na avaliação e reabilitação das funções da deglutição e fala dos adolescentes e adultos internados, com ampla participação nos casos clínicos graves e complexos, cada vez mais precocemente, visando melhores resultados funcionais para o paciente.

A assistência é prestada para os pacientes internados na Clínica Médica e Cirúrgica, Politraumatismo e CTI Adulto. A maior demanda é de pacientes que apresentam distúrbios da deglutição (disfagia) em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC), Traumatismo Cranioencefálico (TCE), Doenças Neurológicas, Respiratórias e Gastroesofágicas.

No Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, as fonoaudiólogas e residentes na disciplina que atuam no CTI Neonatal têm o papel de promover o desenvolvimento motor e oral dos prematuros garantido assim o sucesso da alimentação por via oral de maneira segura e eficaz. Tratando-se de recém-nascidos o objetivo principal é estimular o aleitamento materno e orientar gestantes e puérperas para esta atividade.

Há profissionais da área também que atendem os bebês e mães do Alojamento Conjunto e ambulatório realizando a Triagem Auditiva Neonatal (TAN). Popularmente conhecido como o teste da orelhinha, a TAN é um importante exame que deve ser feito, preferencialmente, nos primeiros 30 dias de vida do bebê, para a detecção de perda auditiva precoce.

Formada há 16 anos e trabalhando há quase oito anos no HMC, a fonoaudióloga, Carolina Galvão, relata que a escolha da profissão se deu pela vontade de ajudar o próximo e atuar na área da saúde. “Me sinto feliz por poder ajudar as pessoas e, principalmente, em sentir que o trabalho da fonoaudiologia faz diferença para os pacientes, pois reabilitamos e possibilitamos adaptações que permitem devolver aos pacientes, qualidade de vida com relação à alimentação e comunicação,” relatou Carolina Galvão.

Com a proximidade do Natal, as crianças internadas no Hospital Estadual Materno-Infantil Dr. Jurandir Nascimento (HMI), já estão vivenciando o clima de comemoração. Na sexta-feira, 13 de dezembro, os pequenos pacientes tiveram uma mudança em suas rotinas com momentos de descontração e alegria.

Integrantes do Projeto Cadu (dedicado a educação musical para crianças), proporcionaram muita diversão com apresentação de teatro com fantoches. A garotada pode assistir a contação de histórias com vários bonecos, que fizeram um  “Concurso musical”, interagindo com as crianças.

A paciente Sara Mel, de 6 anos, internada há uma semana na unidade, participou de uma das brincadeiras. “ Fiquei muito feliz de participar do teatro”, falou com entusiasmo. “Foi muito bom! Me distraí e nem vi o tempo passar”, pontuou Pedro Lucas, de 10 anos.

A musicista Marielle Mesquita, do Projeto Cadu, além de dar voz a maioria dos fantoches, tocou  e cantou para os pacientes. “ Fico muito feliz em participar de um projeto como este e poder levar alegria e carinho para as crianças através da musica”.

E a diversão continuou. Um grupo de amigos, com roupas de super-heróis e personagens infantis percorreu as enfermarias do hospital, distribuindo presentes, alegria, esperança e conforto aos enfermos. Homem-aranha, Super-homem, Mulher maravilha e as princesas Elza – do filme Frozen; Bela – da Bela e a Fera e Branca de Neve, personagens de filmes e livros infantis, levaram encantamento para as crianças e acompanhantes. Todos queriam tirar fotos com seus personagens favoritos.

A jornalista e atriz, Verissa Noleto – que se vestiu de Elza -, contou que a ideia de levar um pouco de alegria para as crianças internadas, surgiu após o nascimento de seu filho. “Quando meu filho nasceu, saudável, foi uma espécie de ̈chamado ̈ para realizar esse tipo de trabalho. Este é o segundo ano que participo dessa ação, e pretendo vir mais vezes para ver a alegria no rosto dessas crianças em tratamento”, concluiu.

Júlia Almeida, de 10 anos gostou da ação. “Fiquei muito feliz em ver as princesas  e ganhar presente”.

Segundo a psicóloga do HMI, Suely Faria,  é importante trazer esse tipo de ação ao ambiente hospitalar, principalmente em época festiva como o Natal. “Esse tipo de atividade lúdica é essencial no processo de recuperação do paciente. Esse trabalho realizado com a equipe multidisciplinar, fortalece o compromisso com a humanização,  e contribui para uma maior interação tanto dos pacientes com seus familiares como da equipe de profissionais”, explicou Suely. “Ficamos muito satisfeitos em receber esses grupos que trouxeram muita alegria e conforto para as crianças internadas. É uma iniciativa que será sempre bem-vinda”, destacou o diretor geral, Márcio Gramosa. 

O Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Huapa) realizou entre os dias 25 e 27 de novembro, a 6ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) da unidade, com o objetivo de conscientizar os colaboradores a assuntos ligados à segurança, saúde no trabalho e qualidade de vida. Com palestras no auditório e corredor do centro cirúrgico do Huapa, a semana abrangeu os turnos vespertino e noturno de trabalho. A Sipat foi organizada pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) do Huapa, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico Por Imagem (Fidi).

A advogada Érika Belém abriu a programação falando sobre assédio moral no ambiente de trabalho, detalhando seus tipos mais comuns, consequências e como levar casos como esse perante a justiça. A advogada também respondeu algumas dúvidas dos participantes sobre o assunto. Em seguida, um grupo de colaboradoras do Huapa encenou um teatro sobre a saúde mental dos trabalhadores, com situações rotineiras que podem afetá-la. 

À noite, a especialista em Psicopatologia, Vanessa Favoretto, palestrou sobre o suicídio. O mesmo tema abriu o segundo dia (26) de atividades da Sipat, exposto pela psicóloga Michelly Marthinely. Ambas mostraram como reconhecer os sinais, fatores de risco, como prevenir que uma pessoa cometa o ato e quando buscar uma ajuda profissional. O médico do trabalho da unidade, Alex Sandro Bemfica Neves, ministrou aos participantes do turno noturno palestra sobre doenças osteomusculares – caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que podem atingir os trabalhadores de várias categorias profissionais -, geralmente relacionadas ao trabalho e ainda deu dicas de como prevení-las. 

Fechando a semana, no dia 27, o nutricionista Fabrício da Costa, falou sobre alimentação saudável. Enquanto a palestra acontecia, os participantes puderam medir a glicemia e o índice de massa corporal, além de passar por uma avaliação de peso. Já a noite, o técnico em Radiologia, Chade Maranhão, falou sobre Radioproteção e Diagnóstico Clínico. A semana foi encerrada com sorteio de brindes.