Recepção do PA Pediátrico ganha biblioteca

Todos sabemos que a leitura auxilia na alfabetização, estimula a criatividade e promove a cultura, entre outros benefícios para as pessoas. Para, além disso, ela pode acalentar e trazer alívio quando introduzida durante o tratamento de saúde, tal prática é conhecida como Biblioterapia.

Baseada nestes princípios, foi instalada, na segunda-feira (10/02), uma biblioteca social na recepção do Pronto Atendimento Infantil do Centro Materno Infantil (CMI) Juventina Paula de Jesus, no Novo Eldorado.

A estante que já passou por alguns pontos do município, ficará no local de forma permanente. São cerca de 500 volumes, entre livros e revistinhas de vários gêneros literários atendendo ao público infantil, juvenil e adulto.

A ação é um projeto da jornalista e estudante de Serviço Social, Paula Emmanuella Fernandes com o apoio de Cauby Morais, do Projeto Sorriso, e Josiane Cioletti. “Quero com este espaço ajudar na cura do ser humano por meio da leitura. Sei que não é possível alcançar todas as pessoas, mas transformar um pouco da vida de algumas já é alguma coisa” disse a idealizadora da biblioteca.

A contagense conta que a biblioteca foi montada por meio de doações articuladas nas redes sociais e não tem vínculo com partido ou religião específica, “o intuito é levar leveza e cultura para as crianças, acompanhantes e profissionais. E, assim, fazer parte do processo do cuidado humanizado que a assistência à saúde se propõe,” ressaltou Paula Fernandes.

Outro diferencial da Biblioteca é a liberdade para usufruí-la. Pode-se escolher quantos livros quiser ou levar emprestado para ler em casa ou em outro espaço da unidade. A única coisa que se pede é que ele seja devolvido para que outra pessoa também aprecie a leitura. Quem quiser contribuir pode também deixar seu livro na estante ou entrar em contato com a fundadora do espaço (@paulaemmanuella).

Assim que ficou organizada, algumas crianças já se aproximaram para retirar um livro e iniciar a brincadeira da leitura. Ana Luiza, de dois anos, disse que iria contar a histórias dos três porquinhos para a mãe.

Maria Eduarda Martins, 9 anos, moradora do bairro Icaivera, ainda não retomou às aulas e achou na leitura, enquanto acompanhava mãe e irmão para o atendimento médico no PA, uma oportunidade de matar a saudade da escola. “Eu não imagina que num hospital tinha livros, mas eu adorei a história que escolhi,” contou.